Recife Por razões diversas, especialmente estratégica e de encantamento, há tempo tenho percorrido o Nordeste inteiro de sorte, como outras importantes cidades de outras regiões na busca de entender melhor o nosso universo primeiro, a aldeia tabajara, cuja capital tem acácias de montão, gente bacana, mas um sentimento mesquinho de impedir ( tentar ao menos ) o brilho alheio.
João Pessoa e a Paraíba, diferentemente de Recife/Pernambuco ou mais ao norte Natal/Rio Grande do Norte não conseguem se desarmar ou desamarrar de laços culturais arraigados pela força política vingativa que acaba retardando ou impedindo que cresçamos mais, isto é, estejamos no mesmo estágio econômico social de terras do tamanho dos vizinhos.
Recife muito mais do que Natal respira auto estima elevada, mesmo com seus índices de violência a incomodar, como há muito não se via. Nos diálogos, tantos, com empresários, profissionais liberais, gente do povo mesmo, é fácil ver os olhos brilhando de contentamento com as novidades anunciadas.
Não é só a Refinaria, o Estaleiro, a Transnordestina grandes instrumentos que devem dobrar o PIB de Pernambuco até 2015, segundo estimativa de economistas e empresários com quem tenho conversado mas a aura dos diversos atores, apesar da divergência político-partidária, não impede que conquistas coletivas de expressão sejam afetadas pelo jogo individual ou de grupo que se trava nas eleições.
Tenho conversado com todos os candidatos ao Governo sem exceção, fazendo críticas aos adversários, entretanto, quando se trata de falar em ganhos reais de Pernambuco epa!, ninguém se atreva a mexer nas conquistas porque todos se unem em torno de causas coletivas da Nação pernambucana.
É exatamente assim que reage os baianos ( este capitulo tratarei mais na frente), da mesma forma que todos os demais estados e cidades, como Natal hoje um canteiro de obras que de tão distante deixou João Pessoa na poeira em termos de PIB isto é, a divisão de nossas riquezas.
Também em Natal / RN os Alves divergem dos Maia, que divergem dos Bezerra, da mesma forma com os Farias e lá se vai na mesma cantilena com o PSB, PT, entretanto, se bulir ( mexer mesmo ) com as novidades acumuladas ultimamente pelo Estado o cão pia, o mundo vem abaixo porque as brigas partidárias não vão atrapalhar mais esse processo.
Sem presunção, muito ao contrário, com a simplicidade dos analistas na busca de identificar o potencial paraibano no contexto Nordeste / Brasil, não vejo nem no governador Cássio nem no senador Maranhão as duas maiores lideranças qualquer disposição para pacto mínimo entre eles em termos de ganhos que possam ser construídos com a força dos dois, porque, na prática, perdura hoje a briga de Araruna do século passado de querer dificultar ou destruir o que o outro pensa conquistar.
Por essa cultura renovada, a Paraíba deixa de crescer, ou seja, se cresce, o faz menos do que poderia. Basta ver / ter o nosso aeroporto como exemplo. Houvesse pacto mínimo, luta coletiva real pelo Estado, não teríamos a reforma no tamanho de uma rodoviária de cidade de médio porte, mesmo com índices elevados do turismo na Capital ultimamente.
Se tudo isso é verdade, há de se indagar: quando vamos poder tolerar o mínimo possível para que o Estado vença mais do que subtraia na guerra de vaidades e de grupos pela alternância do poder?
A propósito, quem tem Agenda Proativa e de Desenvolvimento com projetos ousados e novos em favor de nossa economia e nossa gente? Não vale repetir o que se sabe ou o que se fez. Quem se habilita com dados novos, cristalinos, exeqüíveis!
Até quando o ódio por ódio apenas!
Ainda voltaremos ao tema.