A ética na Campanha

Tanto os dois principais candidatos ao Governo da Paraíba – Cássio Cunha Lima e José Maranhão – quanto os demais atores políticos do processo e, especialmente, a sociedade paraibana já entenderam que no embate de agora o fator Ética haverá de ter predominância fatal.

Basta ver, ouvir ou acompanhar – como faz o Portal WSCOM Online a performance discursiva de todos para chegar fácil a essa conclusão, óbvia, por sinal, sobretudo depois da ampla divulgação dada aos bastidores sujos da política partidária no plano nacional.

Neste domingo, em entrevista à TV O Norte, o governador deixou evidente esse mote, tanto que tratou de explicar mudanças na equipe para evitar problemas na justiça eleitoral, como assumiu abertamente o discurso de que a Operação Confraria foi montada com o propósito de ferir mortalmente a imagem do candidato ao Senado, Cícero Lucena.

Sem nominar, Cássio deixou em entrelinhas que a Justiça eleitoral precisa acompanhar os candidatos afortunados, hoje próximos do poder no Governo Central – numa referência ao senador Ney Suassuna.

Em síntese, o fator disputa no Senado, por ser a primeira batalha eleitoral do processo passou a se constituir na ambiência adequada para acusações, insinuações e defesas, que só o próprio tempo será capaz de dimensionar quem está blefando ou com a verdade absoluta a seu favor.

Também neste domingo, em entrevista veiculada no Portal, o senador Maranhão disse abertamente que não teme CPI do Duda Mendonça depois de ilações exploradas por seus adversários junto ao Grupo Cunha Lima de que seria revelado o esquema de Caixa 2 na eleição de 98 ao Governo paraibano.

Maranhão fez mais: disse que quem teme problemas de malversação com o dinheiro público são os envolvidos em graves acusações junto à Policia Federal, CGU, Ministério Público Federal, etc, ou seja, falou reportando-se a Cícero com efeitos envolvendo Cássio por acusar o “golpe” denunciado pela PF ao sustar licitações da Cagepa e afastar Cícero do Planejamento.

Ora, se este é mote central do debate que tende a se acalorar a cada dia que passa está evidente que vamos vivenciar tempos de muita “lama” jogada sobre o outro, embora mais na frente se fará necessário distinguir acusações, pura e simples, de comprovações documentais no decorrer do tempo.

Além do mais, observe-se que o governador e Cícero jogam num terreno perigoso quando nivelam muito para baixo, abstraindo a prisão tida como arbitrária, todos os organismos públicos de relevância reconhecida, a exemplo da PF, CGU e MPF, porque as acusações de interferência externa do governo Lula ou do PMDB local no Caso Confraria são frágeis, pois não se sustentam sem provas concretas de envolvimento político-partidário, apesar dos fortes discursos em contrário.

É desse debate, desse processo de comprovação ou não de documentos/fatos que se estará selando o destino das urnas de 2006 na Paraíba, como de sorte no plano federal quando se trata de envolver Lula.

Quem viver, verá.

Orgulho

Só o tempo distingue fatos e pessoas pelo mérito do que elas representam. Muito para dentro, isto é, de uma situação meramente íntima, pude atestar o alto de grau de satisfação de ver Vinicius agora prestes a ingressar na UFPB.

Como pai (mais que coruja) resta o consolo de que a educação é de fato o maior legado para a sociedade, íntima ou pública.

Última

“Apagaram o candeeiro/
derramaram o gás…”

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