O pastor Estevam Fernandes, líder religioso dos Batista foi ao prefeito Ricardo Coutinho, ontem, como Maomé sempre fez diante da Montanha ( desculpem pela comparação exagerada ) para expressar contentamento pela adoção da transparência e honorabilidade na administração municipal.
Como Diógenes, que anos atrás buscava com lanterna em punho pelas ladeiras da Europa vislumbrar homens de bem, o Pastor Estevam reproduziu um sentimento cristão, que, a rigor, por si só já seria obrigatoriedade quando se trata da coisa pública, embora nem sempre isso aconteça assim.
O gesto de Estavam tem valor emblemático e agregador, mesmo estando-se diante de um componente obrigatório , ou seja, zelar bem pelas contas públicas e não para passar as mãos pelas costas, como dizem os garotos inquietos do bairro da Torre.
Se é fato e foi noticiado como tal, a cena do Pastor e o Prefeito traduz no âmago da sua essência e inspiração o que todo cidadão ou cidadã deseja de um administrador público: expor sem meias verdades o uso, a aplicação do dinheiro extraído de cada pessoa deste torrão.
Aos poucos, pelo que parece, a atitude radical de Ricardo de não ceder aos reclamos assistencialistas, de cultura maléfica porque vicia, precisa ser adotada como norma em tudo e para todos, pois, se assim acontece haverá de se estar diante de um novo modus operandi no trato da coisa pública.
Ontem, em demorada entrevista de conteúdo vasto e profundo no programa Abra o Jogo, na 100.5 FM pude ver o quanto Ricardo não abdica dessa condição lembrei-me muito de atitudes parecidas e anteriores adotadas por Antonio Mariz mesmo desagradando a correligionários doidos por uma mamatinha.
Pois bem, se prossegue pra valer com essa obrigatoriedade necessária, Ricardo poderá estar inaugurando um jeito adequado para a exigência dos cidadãos, fulos da vida me perdoem pela expressão com a malversação do suor transformado em dinheiro nos bolsos privados.
Como repito e costuma dizer o poeta, o nome, a obra imortaliza. Estevam vendo tal manifestação certamente que diria Amém.

