De todas as perguntas feitas atualmente na seara do Grupo Cunha Lima acerca do futuro dos embates, nenhuma tem a força do título acima porque significa reforço ou não na campanha de 2006 pelo poder no Estado passando, no primeiro momento, pela disputa senatorial.
Neste particular, com a situação desfavorável do ex-prefeito Cícero Lucena a partir da Operação Confraria, o esquema do governador anda em desvantagem por enquanto, tanto que não conseguiu chegar a um nome até agora, portanto, abre márgens para que o maior adversário nessa disputa avance e ganhe terreno, no caso Ney Suassuna.
De fato, o affair Cícero deixou Cássio estonteado sobre o que fazer diante da realidade. Num espaço de 90 dias, já se falou em Wilson Braga, Carlos Dunga, Rômulo Gouveia e o empresário Roberto Cavalcanti, mas nenhuma dessas hipóteses se confirmou.
A primeira delas Wilson Braga mesmo com o avançado da idade ainda tem nome e poderia ameaçar Ney em havendo um suporte de dinheiro e estrutura. Como WB ficou com o PMDB essa é uma opção descartada.
Havia ou há? duas outras alternativas caseiras nas pessoas de Carlos Dunga e Rômulo Gouveia, agora com essa situação aparentemente inviável, porque quando não gruda no gosto popular fica mais difícil, apesar das imposições volta e meia registradas.
No caso do empresário Roberto Cavalcanti, é também uma opção delicada porque no curso tem a história do empresário José Carlos da Silva Júnior e seu executivo/filho Eduardo Carlos certamente não aceitando ver o concorrente empresarial ocupar sala principal na disputa de 2006.
Ninguém fala disso publicamente, mas nos bastidores é assim que se diz. Além do mais, Roberto não tem força popular ainda enquanto personagem público, mesmo levando em conta seu aparato em momentos recentes mais potente do que muitos partidos.
Ontem, Ronaldo Cunha Lima até aventou, numa conversa com o Colunista, consultar o TSE para ser candidato ao Senado, mas como incomodou e desgostou interessados do grupo na matéria, acabou recuando.
Pelo sim, pelo não, Cícero ainda sonha em disputar o Senado e o tempo passa com o grupo perdendo espaços de montão. Se não agir, quando cuidar vai ser tarde, levando em conta ainda que já agora com Ney na disputa já seria dificil. Vai surgir nome novo? Indaga-se, embora por enquanto não se vislumbre grande novidade.
Em síntese, é bom não esquecer que, quem vence esta eleição no primeiro turno, tem mais chances de eleger o governador.
Conjuntura situacionista
Há um tempo de turbulência em curso na política paraibana.O governador Cássio Cunha Lima, por exemplo, está sendo informado pela vice-governadora Lauremília Lucena do clima de insatisfação existente entre integrantes aliados da bancada federal em face do chefe do executivo não ter recebido-os em audiências mais freqüentes. A decisão dos deputados federais Armando Abílio e Ricardo Rique de reassumirem o mandato gerou insatisfação de Inaldo Leitão e Ricardo.
Na manhã de ontem, segundo funcionários do Escritório do Governo em Brasília existiram contatos da governadora em exercício Lauremília Lucena para consolidar novas emendas no orçamento de 2006, entre eles um encontro com o deputado federal Inaldo Leitão.
Repercussão
Nem Lauremilia nem Inaldo quiseram falar sobre a série de assuntos tratados na reunião, mesmo assim o deputado federal Ronaldo Cunha Lima disse que ligou para o parlamentar sousense, depois de saber de sua insatisfação, e está buscando novas conversas para buscar resolver o problema.
– Falei com o deputado Inaldo por telefone e ficamos de voltar a termos outra conversa, inclusive para tratar das emendas de alguns municípios que votam em mim, assim como de outras do Estado, mas vamos conversar com ele para resolver todas as questões comentou.
No Portal
No Escritório de Brasília, segundo o Portal apurou, antes de chegar ao local da reunião com a governadora em exercício, alguns funcionários e a própria vice-governadora já dispunham de matéria impressa da reportagem veiculada no WSCOM Online tratando da insatisfação do deputado federal.
Futuro
Embora o teor da conversa não tenha sido revelado em detalhes por Lauremilia e Inaldo, na Câmara corria solta a informação de que o deputado de Sousa não admite romper com o grupo do governador Cássio, mesmo assim teria tomado a decisão de, se ele sair da Câmara agora, vai retornar de vez à Paraíba não mais aceitando a interinidade.
Última
Faz de conta/
Que ainda é cedo…

