Ivan Lins na fase áurea de sucessos cunhou na fase da fama um refrão conhecido que via igualdade entre todos na noite à época lembrada para driblar a Censura referindo-se à Ditadura de cujo passado ainda se fala tanto.
Vinte anos depois, a noite escura produzida a partir dos escândalos de Brasília é partilhada de outra forma pelos agentes do espanto partidos e lideranças diante de uma sociedade, ora perplexa, ora p da vida, como lembra um desbocado das ladeiras do bairro da Torre.
Na prática, para ser mais objetivo, Oposição e Governo nessa ordem do barulho se engalfinham em nome da moralidade sabendo eles e a sociedade que, embora nada justifique em termos do que tem sido denunciado, beira ao ridículo com um certo tom amoral, querer parecer acima do bem e do mal fugindo da responsabilidade de assumir o que é moda histórica se fazer nos bastidores o tal Caixa 2.
Agora mesmo quando se chega ao ponto de se criar uma CPI específica para tratar do assunto, já em curso pelo número de assinaturas obtidas pela Oposição, fico imaginando que a campanha sucessória começou abreviando a elevação dos custos (altos) e palanques, sobretudo eletrônicos.
Em síntese, quero deixar claro que sou favorável a todos os mecanismos de se passar a limpo processos de suspeitas de malversação do dinheiro público, entretanto, já não me iludo nem sou ingênuo para imaginar que esse tema será exposto com sua profundidade verdadeira se pouparem todos os presidentes, governadores, senadores, deputados federais, estaduais, prefeitos, vereadores, etc
Não há como, pelo menos até agora, isentar uma única alma ( nem sei quem ) de um processo cultural (caixa 2), que não se estancará com a CPI nem muito menos com as denúncias de mensalão ou coisa parecida.
Ano que vem, quero ver a Justiça eleitoral ser tampa- no bom sentido da palavra vã querendo simbolizar fortaleza e enfrentar todos os candidatos, sobretudo, os mais fortes, apotentados de condições, dispostos e em pleno preparativo para exercitar a captação e emprego de dinheiro fora da contabilidade.
Quando vejo o embate chegar à presunção de moralidade ímpar nessa questão, lembro que o teatro inovou muito com o advento da televisão, mas continua com o humor elevado quando trata de temas com o foco da forma que os partidos tratam do caixa 2.
Pelo interior
De hoje até amanhã, sem esquecer o domingo, o governador Cássio se reveza em visitas a cidades do interior, ainda como parte da busca de proximidade com o eleitorado das diversas regiões.
Começa por Solânea, onde pontifica a gestão de eventos de Beto Brasil, e termina nesta domingo em Mangabeira.
É o que se denominou Governo itinerante.
Secretariado
Embora a assessoria do Governo fale pouco ou, no máximo, que está administrando o tempo para soltar a informação coletivamente, o fato é que o governador Cássio está se preparando para reunir o Secretariado.
Na pauta, o arrocho para pagar o 13º salário e honrar outros compromissos.
Philermon, queixoso
O deputado federal Philermon Rodrigues garante que não tem recebido o tratamento devido para a comunidade de evangélicos principal segmento que ele representa.
– Não posso negar que o governo não tem me tratado à altura afirnou ele negando que esteja em curso um distanciamento dele com perspectiva de rompimento.
– Mantenho meu apoio ao governador afirmou.
Última
Faz de conta que ainda é cedo/
Que isso vai ficar por conta da emoção…

