A decisão do vereador Benilton Holanda de se afastar da base aliada do Governo Ricardo Coutinho em face de crise com o Secretário de Educação, Walter Galvão, deixou o governo municipal sob o signo da fragilidade gerada dentro do seu próprio habitat e relacionamento por modus próprio.
É mais outra dura advertência de que, ou o prefeito reexamina a forma de relacionamento mesmo mantendo princípios ou pode perder mais voto na bancada municipal e enfrentar problemas para aprovar matérias vitais de sua administração no futuro.
Ora, se há turbulência com alguma freqüência entre o governo e parte da base aliada é de se indagar para entendimento comum: quem é o motivador dessa crise localizada, por que se repete com freqüência e, afinal, o prefeito tem sido gerador ou vítima desse processo?
Para todas as perguntas existem respostas distintas, mas há vacilos por parte do governo sem contar no trabalho forte e de fôlego promovido pela Oposição capitaneada pelo governador Cássio e Cícero Lucena.
Na objetividade que o tema merece e exige, significa dizer que o esquema do Governo estadual anda vitaminado de várias formas, especialmente no quesito estrutural garantindomeios de sobrevivência política, sobretudo para os futuros candidatos à assembléia.
Mas, voltando ao eixo central da crise de agora, Ricardo Coutinho de fato é duro na queda, ou seja, dá pouco braço a torcer e até exagera quando acha que a maioria da classe política só pensa naquilo em termos de benefícios.
Não é tanto assim, mas no exercício político quem é governo mais do que assumir o ônus de não praticar o que prometeu está também a partilha das ações administrativas com perspectivas de gerar resultado eleitoral futuro, portanto, quando querem prestigio os governistas têm seu motivo e justificativa.
No caso especifico da crise de agora, antes de indagar se tudo é só revolta momentânea de Benilton, leve-se em conta que tudo ocorre na pasta onde Galvão é um dos mais solícitos e disponíveis ao diálogo, como atestou a vereadora Nadja Palitot, daí a incógnita sobre os reais motivos do vereador petista.
O fato é que Ricardo precisa rever a forma de diálogo porque se não cuidar vai permitir que a Oposição chegue aos 14 votos e permita, inclusive, que ele não governe.
Vai chegar a isso? Bom, vamos acompanhar o movimento futuro do prefeito, de índole e perspectiva, mas às vezes cabeça dura, sobretudo quando insiste em radicalizar dentro de si e se fecha em copas.
Dívidas agrícolas
O deputado federal Carlos Dunga (PTB) fez hoje apelo na Câmara dos Deputados no sentido de que amanhã, dia 26, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal vote o Parecer do PL Nº 4514/04, de autoria do deputado Nélio Dias (PP/RN), que trata da Renegociação das Dívidas Agrícolas e irá beneficiar os produtores rurais do Brasil, especialmente os do Nordeste.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT/RJ) garantiu a Dunga que o referido PL será votado amanhã, porém, poderá receber pedido de vista, solicitado por deputados do PT.