A candidatura do deputado estadual Frei Anastácio ao conquistar o apoio da tendência encabeçada pelo ex-candidato Agamenon Vieira ( leia-se Júlio Rafael, Walter Aguiar, Linhares, etc) celebra um duro golpe nas pretensões do senador José Maranhão de ter o apoio do PT à sua candidatura ao Governo em 2006 porque a candidatura própria tira a aliança com o pemedebista no primeiro turno.
Ora, se a candidatura própria ganha com a ascensão de Anastácio se ganhar a eleição no dia 9 de outubro, embora ainda seja tarde falar em vitória por antecipação, isso significa dizer também que o governador Cássio Cunha Lima ganha com essa realidade porque implode um forte apoio em tese já conversado anteriormente.
Tudo bem que logo vão correr para dizer não é bem assim, é assado, porque o certo mesmo é só candidatura própria ao Governo e ao Senado, mas está implícito nesta conjuntura que Maranhão perde em vingando esse acordo de Agamenon com Anastácio na perspectiva de vitória.
Na verdade, a nova composição significa mais problema para o Governo Lula administrar porque diante desse novo contexto certamente que o PMDB paraibano isto é Maranhão e Ney passam a retirar o apoio sistemático à governabilidade do presidente gerando mais dificuldades à frente.
Embora a tese seja empaticamente neste momento do PT a candidatura própria sem que haja um único cristão petista a dizer outra coisa, nos bastidores a coisa se processa diferente porque queiram ou não até o partido dos Trabalhadores vive hoje a reboque da disputa entre Cássio e Maranhão.
Certamente que diante dessa análise vai chover de gente dizer o contrário, metendo a pua nessa abordagem mas, por exclusão, como o PT não tem chances de vencer absolutamente nada de eleição majoritária em 2006 e se distancia de Maranhão é inteligente supor que essa realidade passa a contribuir exclusivamente com Cássio, muito atento na fase final da rearrumação partidária ate dia 30.