A Justiça e a Confraria

O Portal WSCOM Online promoveu nesta quinta-feira a exibição de elementos novos e básicos para compreensão pública da Operação Confraria do ponto-de-vista jurídico, que foram os argumentos da Justiça Federal diante dos vários aspectos arrolados e tantos comentários produzidos ao longo do processo.

Pela primeira vez ficou-se sabendo que o desembargador Carlos Rebelo Júnior, relator substituto, antes de decretar a prisão do ex-prefeito Cícero Lucena, ex-auxiliares e empresários só o fez, depois de negar um pedido anterior do Ministério Público Federal, quando instado ao acesso objetivo do arcabouço de provas.

Em seu despacho, o desembargador asseverou que os envolvidos no processo já estavam buscando ocultar as provas destruindo-as ou tentando minorar os efeitos delituosos. Além do mais, entendeu o magistrado que “o ex-prefeito usava verbas estaduais quando da Secretaria de Planejamento para maquiar obras realizadas de forma parcial”.

Há tantos elementos, prós e contra, mas nenhum tem a magnitude final – mesmo que atualmente provisória – do que a douta lavra em tom de despacho do desembargador Carlos Rebello Júnior.

Para qualquer leigo ou recém estudante do Direito, a argumentação consubstanciada de provas que a Justiça diz ter significa, daí a sentença, ser mais sério problema que o ex-prefeito agora vai precisar enfrentar.

No atual estágio processual, sabendo-se enfim do entendimento judicante, já não há mais discursos ou argumentos que se sustentem no campo meramente político porque a Justiça está acima das querelas paroquiais.

Ainda há um curso processual para ser percorrido, perdura ainda a máxima nos bancos do mestre Yanko Cirilo, segundo a qual “todos são inocentes até prova em contrário”, mas está evidente que Cícero e demais envolvidos na Operação Confraria vivem diante de sérios obstáculos para defenderem-se e mostrar legalidade nos atos cometidos.

Dói, não só nas partes afetadas, mas a Justiça neste caso não pode ser acusada de estar a serviço político porque, quando muito, exerce “apenasmente”, segundo Odorico Paraguaçu, seu ofício constitucional.

O cenário é turvo para Cícero.

Novos nomes

Depois de anunciar o nome do engenheiro Franklin Araújo Neto para a Secretaria de Planejamento, o governador Cássio Cunha Lima decidu ampliar e definir os nomes nas demais esferas, como significou o remanejamento de Manoel de Deus para a PB-Gás abrindo espaço ao ex-prefeito Edvan Pereira Leite para a Cagepa.

O engenheiro Laudísio Diniz será o primeiro presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

Para a Secretaria de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente foi definido o nome do ex-deputado federal Damião Feliciano, tendo como secretário executivo o professor Jurandir Xavier, ex-presidente da Fapep.

No Interior

Enquanto incumbiu o Secretário de Comunicação, Sólon Benevides, de anunciar os novos auxiliares, o governador Cássio estendeu sua ação administrativa à região de Catolé do Rocha levando serviços às camadas populares.

Como anunciamos lá atrás, em primeira mão, ele quer estreitar cada vez mais os laços com a base interiorana.

Candidatura de Efraim

Há uma mania, sempre repetida, de tentar agradar o chefe querendo transferir para outros as responsabilidades que não são de terceiros.

É o que aconteceu nesta semana com a entrevista bombástica do senador Efraim Morais confirmando que admite ser candidato se Cássio e Cícero quiserem. Os principais veículos trouxeram ontem o que a WSCOM fez difundir anteontem.

Ora, se é verdadeira a informação, não tem como dizer que é invencione ou forçada de barra, porque Efraim foi claro: “apoio a reeleição de Cássio, mas topo ser candidato se o grupo quiser”.

De fato Efraim destoa, por enquanto, mas é carta não descartada, podem anotar.

Última

“Ainda que falasse a língua dos anjos/
Sem amor seu nada seria…”

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