Os camelôs, RC e a Oposição

Como fato incômodo para o Paço Municipal, nenhum outro tem dado mais dor- de -cabeça do que o enfrentamento dos ambulantes do centro da cidade com forças policiais, depois de estrangulado o bate-boca com a Guarda Municipal e a crise nas negociações entre os camelôs e a Prefeitura de João Pessoa.

Para ser sincero – todos sabem disso – este não é um problema novo, nem será estancado tão cedo, sobretudo porque, na boca miúda e nos bastidores, o movimento dos ambulantes agora tem reforço político da Oposição a Ricardo, no caso os vereadores, parte do PT, PSTU, etc.

Há de ser tido, ainda, que o caso tem contornos especiais porque há uma inversão de valores em curso mal resolvido, pois, enquanto deputado Ricardo era quem mais reproduzia as dores dos ambulantes e, hoje, como Governo não tem sabido conviver com a crise de forma negociada, e não na radicalidade de agora que só faz agravar o problema e gerar nódoa na sua relação histórica com o setor.

Ora, num momento como este a autoridade do prefeito precisa ser preservada, entretanto, antes do uso dos instrumentos de força se faz indispensável construir mecanismos de entendimentos – isso quando se quer chegar ao caminho mais duradouro – e não gerar o conflito como norma da realidade.

Na prática, ou Ricardo reestabelece o diálogo e cria um veículo permanente de negociação para gerar gradativamente uma solução consentida com os próprios ambulantes tendo a participação do Ministério Público, ou o prefeito vai amargar sérias conseqüências no seu futuro eleitoral.

Acompanhando o caso sem necessidade de sentir dono da verdade, vejo que o caso antes de fácil encaminhamento, agora se transforma em possibilidade de crise aguda por conta da inexistência de instrumentos negociados permitindo assim a existência que a Oposição coloque mais gasolina na fogueira.

Não foi à toa que, na manifestação desta sexta-feira, no centro da cidade, lá eram vistos o ex-deputado federal Avenzoar Arruda e o presidente do PSTU, Antonio Radical, sem contar prepostos de Cícero Lucena.

Em síntese, o sério problema do comércio ambulante precisa entrar na pauta de prioridades do Prefeito Ricardo Coutinho, que tanto prometeu como candidato, e agora é provocado a produzir alternativas e saída de forma real, negociada, sob pena de enfrentar maus momentos.

Ou ele enxerga ou na escuridão pode se perder.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso
Acessar o conteúdo