Se há no caminho cultural do Estado, um instrumento bem arrematado enquanto estrutura, filosofia e ferramenta este chama-se Fundo de Incentivo Cultural Augusto dos Anjosinstituído pelo atual Governo Cássio. Chegou-se a esse formato porque o resultado é fruto de inúmeros debates e reuniões com o meio para moldá-lo a algo contemporâneo.
Tem gente que não reconhece, mas foi a versão atual quem consolidou o que inexistia como Lei, que é o FIC fomentador real de projetos e políticas de incentivo cultural no Estado. Este mérito é da Sub-Secretária Cida Lobo estendendo-se num plano macro ao governador Cássio.
Isso posto como valor de conhecimento geral do meio nem assim, por mais distinto que seja o processo, creio que o Governo esteja à altura dos passos especiais dados com o FIC quando mensura e projeta para a nova invernada algo em torno de R$ 1 milhão e 741 mil para todo o universo artístico-cultural.
A questão aqui posta não é de valor numerário apenas, mesmo levando em conta que os recursos de agora são a metade do ano passado. No paralelo, para entender melhor, há casos emblemáticos como, por exemplo, o Maior São João do Mundo movimentando mais de R$ 3,6 milhões sob justificativa de evento e natureza de cultura popular.
Não exponho as questões, também, em favor desse ou daquele setor. Lembro, como é de conhecimento geral que, só na área de cinema o quantitativo estimado já seria absorvido inteiramente. O valor projetado sequer daria para projetos de revitalização de patrimônios históricos, tal qual o Museu da Cidade , na casa onde morou o ex-presidente João Pessoa, na Praça da Independência. Num estágio mais apurado de vida social, os recursos apontados serviriam para resolver problemas da Sinfônica ou produção popular nos rincões do Interior do estado.
Por tudo isso, a provocação de agora tem o intuito de despertar o Governo, em especial o governador Cássio, para a necessidade de encarar a projeção dos recursos da Cultura, não pela veia da ajuda, do favor, mas como instrumento de desenvolvimento regional e de fomento concreto a um dos mais ricos segmentos de relevo da Paraíba, que é nossa produção artístico-cultural.
O timing do governador numa hora desta pode aliar-se à sensibilidade, que certamente disporá o Secretário das Finanças Jacy Toscano, a exemplo do anterior Luzemar Martins, ampliando não só o quantitativo disponível para o FIC, mas, sobretudo, a relação de Cássio com o meio artístico-cultural, pois, como sempre foi dito, é um setor que, já geralmente resultado em dividendos conceituais aos que geram ações de apoio fundamental.
A Bahia é um bom referendo para o que agora digo.