O Portal de Notícias WSCOM Online, o mais acessado e acreditado da Paraíba, trouxe na edição desta terça-feira uma notícia bem apurada revelando que houve um “acordão tácito” entre o prefeito Ricardo Coutinho e o ex-prefeito Cícero Lucena, através de seus representantes políticos na Câmara, enterrando de vez as CPIs prometidas no Legislativo Municipal.
A base da noticia foi obtida por intermédio de vereadores credenciados, a exemplo de Luciano Cartaxo, Tavinho Santos, Aníbal Marcolino e outras pessoas freqüentadoras dos bastidores da Câmara. Nada entre eles foi negado.
Pelo que foi acertado, concluiu-se, que nem a administração Ricardo Coutinho vai mais instigar investigações próprias da Prefeitura na gestão Cícero, nem o mesmo se dará mais em relação à Oposição, que vai implodir a CPI da Emlur aprovada por Tavinho.
No início da noite, o prefeito Ricardo Coutinho enviou Nota ao Portal, através do Secretário Nonato Bandeira, negando a existência do acordão para calar ou parar o tema polêmico na Câmara.
Ricardo diz na Nota que tudo que precisa ser investigado assim se processará e, mais na frente, arremata: - Todas as informações relativas à gestão anterior já foram remetidas ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Nós fomos eleitos para administrar João Pessoa e não para investigar quem quer que seja.
Há um outro trecho especial, que ele diz: Nem o prefeito nem os vereadores de sua bancada propuseram CPI na Câmara complementando a seguir:
Todas as informações relativas à gestão anterior já foram remetidas ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Nós fomos eleitos para administrar João Pessoa e não para investigar quem quer que seja.
Dito tudo isso e, sobretudo, levando em conta a Nota extraída da verve capaz do Secretário Nonato Bandeira, creio que, mesmo respeitando a decência do prefeito Ricardo, tudo posto parece confirmar o pactode não-agressão diante do Festival de CPIs que estava programada e agora não está mais.
Há um detalhe que Ricardo esqueceu de lembrar: Aníbal Marcolino, da sua base aliada, assinou, sim, o pedido de CPI da Emlur portanto, a abordagem de quem ninguém de seu grupo recomendou Investigações na Câmara está equivocada.
Além do mais, não sejamos ingênuos, o perfil aguerrido de Ricardo, Manoel Jr, Nadja Palitot, Simão Almeida, etc., sempre se fez mais próximo do discurso áspero contra Cícero, que agora se desfaz, restringindo-se a uma auditoria já feita e encaminhada à Procuradoria, Ministério Público e Tribunal de Contas.
Diante de tudo dito, Ricardo explicou, mas não convenceu diante da cortina de fumaça, que lhe rende paz agora e respingos no futuro.
Rendeu-se, então, ao pragmatismo de Esquerda, Direita, Centro tanto faz.
Cássio, paparicado
O governador Cássio Cunha Lima passou a terça-feira como queria: despachando assuntos administrativos sem crise e recebendo pessoas ilustres para conversar sobre seu futuro político e parceria com Maceió, mais adiantada no turismo que nós.
No Palácio da Redenção, ele almoçou o governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, os presidentes nacional e estadual do PDT, Carlos Lupi e Chico Franca, além do secretário Manoel Dias, que lhe convidaram formalmente para filiar-se no partido.
Ao final, Cássio disse que ainda vai sentar com a cúpula do PSDB para decidir seu futuro. Por enquanto ficará só na conversa sem definição.
Ponto morto
É a marcha que o motorista/guia adota quando vê chances do carro seguir por algum tempo sem precisar de força. Guardadas as proporções é essa a marcha usada por Cássio desde que estourou a bronca/escândalo do PTB, partido ao qual esteve perto de se filiar.
Agora, depois do caso, o governador e grupo esperam os desdobramentos porque, se a maré ficar ruim, ele parte para outra.
Palanque
O esquema cassista esteve ontem agindo tanto em João Pessoa, como Campina, através de interlocutores privilegiados. Um, na Capital, Ivandro Cunha Lima falava da tranqüilidade e certeza de que Cássio deve garantir palanque a Lula, enquanto Sólon Benevides dizia na Serra da Borborema que a oposição ao governador anda incomodada demais.
Os dois pareciam tranqüilos de onde se deduz tempo sem crise nas hostes do governo.
Turbulência
Há quem aposte em novo momento de discursos ásperos nesta quarta-feira na Câmara Municipal. Não me atrevo projetar o nome porque a mim não foi dada a garantia de que se efetivará, mesmo tenho informações de a sessão de hoje tem tudo para esquentar.
Para variar, quem é que costuma esquentar a Câmara? Quem que naquela pessoa, então é.
Última
Com uma minhoca dessa/ se pega até tubarão…