Maranhão: o alvo

Brasília – Favorito, atualmente, nas pesquisas de opinião pública para o Governo em 2006 diante do revigorado governador Cássio Cunha Lima (PSDB), o senador José Maranhão (PMDB) já deu para perceber que vai precisar se cuidar bastante visando enfrentar com “fair-play” – jogo de cintura, no popular torrelandês – porque seus adversários não estão para brincadeiras e de tudo farão para lhe tirar a hegemonia.

Há dias, em Guarabira, alguns pontos abordados pelo senador pemedebista em entrevista para as rádios Rural e Cultura soaram para o Colunista como retrato 3 X 4 – muito famoso na Torrelândia – do que ele, o ex-governador, vai enfrentar d’agora em diante em termos de discurso azeitado, mas contra.

Vamos aos fatos: nas rádios de João Rafael, sábado, lá pras tantas, ouvintes possivelmente teleguiados danaram – se a fazer perguntas azedas ao senador envolvendo superfaturamento de obras, a exemplo da duplicação da BR-230, bem como colocaram no alvo de críticas seu desempenho como senador da República representando a Paraíba.

Aliás, o tom serviu como o “outro lado”da moeda a ser experimentada pelo senador como vidraça daqui para frente e não como estilingue até agora tratando o governo Cássio em críticas contundentes e até ironia fina quando diz que não consegue avaliar a atual administração por que – indaga sempre ele – “e ela nem já começou”.

O senador sabe que sim, isto é o Governo existe, mas perpassa ao conjunto do discurso que emprega um grau de desqualificação, que já foi maior, diante de muitos problemas enfrentados pela gestão Cássio – alguns deles decorrentes do processo administrativo herdado.

Mas, como a questão em tela neste momento é a silhueta/imagem/desempenho de Maranhão ficou evidente que ele precisará se cuidar mais, não só quando for responder a profissionais teleguiados, mas, sempre, porque a campanha embora se apresente tranqüila agora será renhida porque não há adversário fraco no atual contexto.

Nos dois casos – superfaturamento e mandato senatorial – Maranhão precisará exibir com maior clareza cada uma das questões, sob pena de se “embrulhar”, ou seja, empanar o brilho de quem estava “solto na buraqueira” e, agora, já tem o governador Cássio “muito vivo” no processo disposto a querer emplacar a reeleição exatamente contra o feitor reconhecido de obras.

“Trocando em miúdos”, Maranhão é favorito, mas vai precisar ralar muito, trabalhar mais ainda porque o adversário é ágil e tem sete vidas, portanto, não pode ser tratado com desdém.

E, vejam , que tudo nem começou.

Até debaixo d’água

A sabedoria popular usa expressões como a de cima para significar lealdade plena, mesmo quando a adversidade de oxigênio se apresenta. Filosofia barata à parte, o fato é que o ex-governador Roberto Paulino anda 24 horas ligados na pré-campanha de Maranhão e de Ney Suassuna para o Senado.

– Se depender de mim e de meus amigos, os dois vão chegar lá porque têm serviços demais prestados à população paraibana – sustentou ele.

Paulino acha que a administração de Fátima em Guarabira servirá de pólo especial de aglutinação para a campanha dois pemedebistas.

Exemplo nacional

Quem viaja com freqüência para o eixo Brasília – Rio – São Paulo costuma, nas terças e quintas, se deparar com deputados, senadores, ministros do Nordeste, mais exatamente da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Na insuportável escala em Recife – a popular baldeação – é comum estar diante numa das poltronas da Varig ou TAM do presidente da Infraero, Carlos Wilson, recebendo tratamento comum a qualquer passageiro.

Maior autoridade da empresa que cuida da gestão e investimentos nos aeroportos brasileiros, ele até poderia requisitar condição especial, do tipo aeronave privada para levá-lo a qualquer ponto do país e exterior, mas, até agora, nada subiu à cabeça e ele se mantém com autoridade, pés nos chão e, quem sabe assim, cacife para outros vôos em Pernambuco.

Acervo e injustiças I

O empresário Lafayette Coutinho, residente em São Paulo, foi flagrado pelo periscópio da WSCOM no final de semana passado, revisando seu volumoso arquivo de jornais, revistas, etc, que guarda tratando de recente fase da história.

Quando presidente do Banco do Brasil no Governo Collor amargou injustiças repetidas, conforme jornais acessados, que jamais foram reparadas pela Grande Mídia, às vezes autoritária, desleal e injustiça.

Acervo e injustiças I

Até as dezenas de projetos voltados à cidadania pela Fundação Banco do Brasil, como a cessão de um gabinete médico-odontológico com 4 modalidades que, à época, conseguimos quando presidente da API (Associação Paraibana de Imprensa) com apoio do jornalista amigo Etevaldo Dias, então ex-editor do Jornal do Brasil, e do ex-deputado federal Francisco Evangelista, foram tratadas como imoralidades.

Passados os tempos, ficou provado que tudo estava e era legal, portanto lícito, mas até hoje ninguém reparou a injustiça inqualificável contra Lafayette.

Como diz a canção, quem é que vai pagar por isso.

Gilvan Freire, fora

O deputado Gilvan Freire está consciente de que, não estando mais na Assembléia Legislativa, seu futuro caminho será voltar ao batente da advogacia no seu booking instalado em Palácio histórico no centro da cidade.

Ontem, ele abriu o jogo conosco. “Se não houver espaço na Assembléia com o retorno de Fabiano, já decidi ficar na advogacia, por isso não vou assumir nenhum cargo no Governo, apesar da insistência do governador”.

Ainda o PTB

O programa apresentado pelo PTB no horário político, segunda-feira, no intervalo do Jornal Nacional mostrou, sem arrodeios, que a base partidária do governo estadual está afinada no discurso, tanto que acabou sendo um estandarte ampliado das ações de Cássio como pano-de-fundo.

Esteticamente bem produzido com vinhetas, depoimentos e imagens sincronizadas em 20 minutos ancorados pelas principais lideranças do partido, o programa serviu para prenunciar a ida do governador à legenda.

O destoamento, em tese, ficou com a presença do deputado federal Marcondes Gadelha por estar hoje em clara oposição ao governo estadual.

Umas & Outras

…Wilson Braga não será mais candidato a deputado federal. Anotem.

…Roberto Paulino também não.

…O nome de Aladim Cordeiro volta e meia se apresenta como perspectiva de apoio do PP.

…Há informações de que sua filha, Cynthia Cordeiro, será candidata a deputada estadual.

…Quem se apresenta nesta quarta-feira no Clube do Choro, em Brasília, é o multi- instrumentista Sivuca acompanhado da cantora e compositor Glorinha Gadelha, sua alma gêmea. No vôo, a oportunidade de conversa prazeirosa com o casal amigo.

Última

“O ‘home’ não vai/ sem trabalhar…”

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