Impressiona como à cada dia surge fato novo no processo político administrativo do Governo Ricardo com a cúpula ligada ao prefeito de João Pessoa insistindo em ignorar os problemas se atendo à opção mais fácil, que é atribuir tudo a alguém um bode espiatório qualquer ao invés de ir a fundo, identificar as causas e apontar soluções.
Em pleno sábado, o Portal WSCOM Online trouxe, com exclusividade, no novo foco de problemas com três diretores do Hospital de Mangabeira e o chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente entregando os cargos em face de incompatibilidade de convivência com os titulares no caso Roseana Meira e Augusto Almeida, respectivamente.
Tem mais: a turma de bombeiros apagou um incêndioque atingiria o vice-prefeito Manoel Júnior, quando foi preciso o novo Secretário da Administração, Francisco Barreto remanejar a professora Helena Maroja ( sogra de Jr ) para evitar outro problema, agora com a secretária da Ação Social, Doravi Vieira.
Sem querer responsabilizar nada ou alguém, o fato é que independentemente da capacidade intelectual de auxiliares do Governo Ricardo, há uma dicotomia entre o núcleo mais próximo do prefeito ( chamado Coletivo e mais chegados ) e os demais integrantes oriundos de outra instância ou condição.
A rigor, ao que parece, ninguém contesta o conhecimento acumulado de secretários do Governo, mas na relação política há conflito na operacionalidade das ações, portanto, falta de sintonia que, em muitos casos, têm gerado incapacidade de convivência.
Ora, esta ( a incompatibilidade) e a falta de compreensão para superar conflitos são a essência de um problema sério, repetido em vários setores do Governo, mas insistentemente tratado superficialmente buscando o que é mais equivocado ainda transferir a questão para terceiros fora do governo.
Impressiona, mais ainda, porque o líder escolhido historicamente pela cidade de João Pessoa por suas promessas e histórico, é o mesmo que se mostra incapaz de diálogo interno numa ordem suficiente de harmonizar as posições em torno de um Pacto comum e não da supremacia do seu querer sobre os demais até porque ele herdou uma gestão e não um dote patrimonial.
No exercício pleno da democracia se faz indispensável ter espírito aberto, contemplativo e conciliador para a divergência de opinião, sobretudo, quando ela (a divergência) começa a se registrar gradativamente em vários setores do governo.
Está provado com exemplos intermináveis na História, que o jogo bruto, viril e intolerante só aprofunda a crise e geram fosso, em alguns momentos, incapazes de superação na construção da positividade.
Trocando em miúdos, chegou a hora do digno prefeito Ricardo Coutinho tratar as questões distante do emocionalismo e de valores à esquerda destrutivos porque a oportunidade dele consolidar novos passos no futuro está começando a ser manchado por procedimentos comuns aos que mais na frente fracassaram na intenção desejada.
Depoimentos
Os vereadores Aníbal Marcolino e Fuba confirmaram o que as pessoas sensatas do governo comentam na boca miúda, sem açoite contra quem usa a palavra como forma de comunicação.
A relação política e pessoal entre Ricardo e a vereadora Nadja Palitot é ruim, beira à forte crise e pode gerar sérios problemas.
Um deles, se não estancado, o rompimento.
Tese perigosa
No PMDB, uma figura de valor reconhecido disse à Coluna que cresce uma tese de provocar as lideranças do partido a manterem o apoio ao governo Ricardo, mas se afastando da ocupação geral de cargos.
A tese, segundo o pemedebista, visa preservar principalmente o senador Maranhão contra efeitos negativos da crise no Governo Ricardo na campanha do parlamentar em 2006.
É tese, apenas, mas para Ricardo preocupante.
Última
… Não dá mais para segurar / explode coração…