Chamou-me a atenção, o conjunto de dados a mim, ontem, repassado, pela ONG Talher, do setor de mobilização social e educação cidadã do Fome Zero. Nos 223 municípios da Paraíba, o programa mantém 200 mil famílias com o Bolsa Família chegando pela média projetada de 5 membros por grupo familiar a algo em torno de 1 milhão de irmãos paraibanos.
No cru, sem maquiagem, significa dizer que quase 1/3 dos paraibanos vive em situação de miséria, isto é, sem perspectiva econômica, educativa e existencial daí a ação emergencial, há tempo servindo de única forma de sustento de tanta gente digna.
Sem esforço, nem domínio denso dos nossos Doutores de Economia da UFPB, está claro que há um grave comprometimento de nosso futuro, caso não surja nova onda capaz de reinserir todo esse volume de homens e mulheres no setor produtivo ou no processo de vida digno por intermédio da educação, minimamente falando.
Antes que a tendência do debate político despolitize a questão querendo desviar a essência dessa realidade, se faz imprescindível dizer que não se pode responsabilizar o Governo Cássio pelo status quo na mesma proporção que, em se partilhando o fardo dessa crueza, todos os demais governadores estão na lista dos vencidos pela agrura e adversidade.
É evidente, que cada um dos governantes daqui agora até o berço em Martim Leitão expõe na vitrine a ação pontual de projetos em áreas distintas, mesmo assim ainda insuficientes porque o processo de degradação social não é de responsabilidade de um homem só.
Cássio, pelo que vejo, até se esforça em programas rurais e urbanos, só que sem a sustentação transformadora porque os recursos são parcos e o bucho não espera. O Pão e Leite ajuda, a produção leiteira no Interior contribui, mas não alcança como se quer.
Ou seja, os dados repassados por Jéferson Palmeira, desnudam uma realidade grave atenuada apenas pela injeção financeiras que programas como Fome Zero insiste em promover, um tanto também por Cássio, por isso imagine-se sem essa ação emergencial ( meio esmola estilizada com novo padrão ) colocado à frente pelo Governo, como seria o contexto de vida social em nosso Estado.
Pior é que não se vislumbra alterações expressivas nessa realidade porque nossa cultura de auto , nossa pouca ousadia e o clima de guerra sem fim das elites políticas impede que haja a famosa união em torno de uma ação comum.
Quando vamos ver outra cena pra cima e melhor?
Tavinho e o muído
Nos bastidores da política, não uma pessoa entendida da matéria que não tenha ouvido em João Pessoa falar da possibilidade do vereador Tavinho Santos e João Almeida passarem a apoiar Ricardo Coutinho e, mais na frente, o senador José Maranhão.
Ontem, irritado, Tavinho negou que tenha viajado à Brasília para falar com os senadores do PMDB sobre esse tema.
– É um absurdo a criatividade das pessoas porque vim à Brasília encaminhar com Carlos Dunga (deputado federal) projetos para o Roger afirmou ao WSCOM Online.
Na verdade, conversas já existiram, mas nada acontecerá assim tão de repente porque são muitos valores em torno da questão.
O tempo, como diz a Bíblia, é o senhor da razão.
Situação na Assembléia
A sexta-feira chega como um pré-momento de ajustes definitivos na relação do governo com G-7. Nesta data, os blocos partidários devem indicar seus integrantes para na terça-feira elegerem os futuros presidentes das comissões legislativas.
O Governo, segundo Gilvan Freire, aposta as fichas ainda num acordo com o G-7 para eleger Artur Cunha Lima na CCJ garantindo a comissão de Orçamento ao G-7.
Nos bastidores, entretanto, o acordo selado do G-7 será com a Oposição, que garante apoiar o grupo para a presidência das duas principais comissões.
Esta é a realidade de até às 21 horas de quinta-feira.
Se ficar noutra é oposição
Gilvan Freire passou a tarde de ontem repetindo a mesma cantiga de que o G-7 se manterá aliado do governo. Todos eles dizem isso, que são governistas, portanto vão votar conosco.
Mas indagado se isso não acontecer, ele definiu: se for assim, se ficarem noutra, nesse caso são oposição.
Pedro Correia no pedaço
O presidente nacional do Partido Progressista, Pedro Correia, está no circuito paraibano para uma série de atividades sociais nesta sexta-feira, em João Pessoa, resultando em extensão da programação até o sábado, quando vai participar da festa de 70 anos do deputado Enivaldo Ribeiro.
O PP estadual não fala de outra coisa, senão ainda na vinda do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, esperado e confirmado para a festa.
Umas & Outras
… A comida regional esteve farta, ontem, no almoço oferecido pelo presidente dea Câmara de João Pessoa, Severino Paiva, aos jornalistas que cobrem os trabalhos no cotidiano. Andou falante e esperançoso em estender esse ágape de civilidade.
…O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, não aceita o anúncio de rompimento do vereador Paulo de Tácio de sua base aliada. Vai tentar reverter a posição.
…O presidente da Assembléia Legislativa, Rômulo Gouveia, se mantém em São Paulo.
…O vereador Padre Adelino voltou aos bancos escolares. Está curso Direito.
…Vem disputa das fortes no Ministério Público Estadual.
…A assessoria do Tribunal de Justiça liga para informar o desejo do presidente Júlio Aurélio de visitar segunda-feira a sede central da WSCOM.
…Não é nada bom o que tem se falado sobre as áreas da saúde e educação municipal, a partir de gente gabaritada da UFPb e de setores da classe média.
Última
…E vai rolar a festa/ vai rolar…

