Dois homens foram presos nesta terça-feira (24) suspeitos de envolvimento na morte e na ocultação do corpo de Joselânia de Souza Lima, em Monteiro, no Cariri paraibano. A prisão foi efetuada durante a Operação Ciclo Cruel, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba, que apura o homicídio qualificado da vítima, desaparecida desde o dia 9 de fevereiro. O corpo foi localizado quatro dias depois, na zona rural do município, em circunstâncias de extrema violência.
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Após o desaparecimento de Joselânia, as investigações avançaram e apontaram o envolvimento direto de dois suspeitos no crime. O principal investigado estava foragido desde o dia 13 de fevereiro e foi localizado em uma pousada no bairro Novo Caruaru, em Caruaru. No momento da prisão, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, um revólver calibre .38 e uma motocicleta com registro de roubo ocorrido no dia 22 de fevereiro, na cidade de Prata. Conforme a apuração, este teria sido o segundo veículo roubado por ele durante o período de fuga.

Foto: Reprodução
Durante a ação policial, o suspeito estava acompanhado da esposa, em circunstâncias que podem caracterizar cárcere privado. A situação foi imediatamente interrompida pelos policiais e segue sob investigação.
O segundo preso, primo do principal investigado, foi capturado em Monteiro. De acordo com a investigação, ele confessou participação na ocultação do corpo da vítima, localizado no Sítio Tingui, na zona rural do município.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 14ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), com apoio das delegacias de Monteiro e de Serra Branca, além da UNINTELPOL, da GESIP/PB e da Polícia Militar de Pernambuco.
Os investigados foram encaminhados à unidade policial e permanecem à disposição da Justiça. O inquérito deve ser concluído dentro do prazo legal, com a finalização dos laudos periciais e o esclarecimento completo da motivação do crime.
Batizada de “Ciclo Cruel”, a operação faz referência ao histórico de violência atribuído ao principal suspeito, que possui antecedentes por crimes patrimoniais com emprego de violência e também é investigado em outro homicídio cuja vítima é uma mulher. A Polícia Civil reforçou que denúncias anônimas feitas pelo telefone 197 foram fundamentais para o avanço das diligências.