O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (18) após um período de internação iniciado no dia 5 de fevereiro no Hospital DF Star, em Brasília. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do magistrado.
A internação ocorreu após o início de investigações envolvendo denúncias de assédio e importunação sexual contra o ministro. Buzzi apresentou pedido de licença médica um dia após o STJ decidir pela instauração de sindicância para apurar a primeira acusação.
O primeiro caso envolve uma jovem de 18 anos. Segundo relatos encaminhados à Corte, o episódio teria ocorrido na casa de praia do ministro, em Santa Catarina, onde a jovem passava férias com os pais e com a família do magistrado. Conforme a denúncia, ele teria tentado agarrá-la à força. O ministro nega as acusações.
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Na terça-feira (10), ainda durante a internação, Buzzi solicitou afastamento do cargo por 90 dias, alegando problemas cardíacos. A apuração dos fatos tramita sob sigilo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O próprio STJ também abriu sindicância interna para examinar os relatos.
Uma segunda denúncia foi apresentada por uma mulher que trabalhou com o ministro e relatou fatos semelhantes aos descritos no primeiro caso. Ambos os procedimentos permanecem sob sigilo no CNJ.
A defesa de Marco Buzzi, conduzida pelos advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, afirma que o ministro “não cometeu qualquer ato impróprio”. Em nota, os advogados sustentam que “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido” e acrescentam que “tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas”. As investigações seguem em curso nas instâncias competentes.