Perícia da PF em celular de Vorcaro revela arquivos com ordens para ataques digitais de influenciadores

Mensagens e documentos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam que o empresário teria comandado uma rede de desinformação para atacar o Banco Central (BC) e autoridades federais. A investigação aponta que o objetivo do esquema era descredibilizar as autoridades que apuram suspeitas de crimes financeiros e obstruir o andamento dos processos contra ele.

Os dados extraídos do aparelho sugerem que Vorcaro financiou uma estratégia de comunicação agressiva. O material inclui uma espécie de “roteiro” de ataque: textos prontos que deveriam ser replicados por influenciadores digitais e perfis de notícias em redes sociais. A ideia era criar uma narrativa favorável ao banqueiro enquanto se tentava desgastar a imagem pública de diretores do BC e dos investigadores da Operação Compliance Zero.

Segundo fontes ligadas ao assunto, o banqueiro solicitava, supostamente, a promoção de informações positivas sobre o Master, além de ordenar ataques virtuais destinados a pessoas públicas que estivessem atuando em desfavor de seu banco. As ordens de Vorcaro eram repassadas a auxiliares que não atuavam diretamente no quadro do Master.

As informações armazenadas pela Polícia Federal são anteriores à data de liquidação do banco Master pelo BC no dia 18 de novembro de 2025, pois isso só ocorreu após o celular ter sido apreendido. No entanto, antes disso, já havia alguns ataques virtuais direcionados ao BC por causa da demora na análise de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), que foi vetada pela fiscalização do órgão no mês de setembro.

De acordo com essa análise parcial, Vorcaro atuava de forma semelhante aos ataques direcionados ao BC por causa da liquidação do banco Master, que ocorreram recentemente, na virada do ano.

O jornal “O Globo” informou que os contratos com os influenciadores previam remuneração de até R$ 2 milhões, e o “Estadão” trouxe à tona um contrato com as iniciais de Daniel Vorcaro e previsão de R$ 800 mil em multas se houvesse quebra de sigilo.

Atualmente, a PF realiza uma análise inicial das informações para produzir um relatório consolidado sobre os ataques, chamado, de forma técnica, de informação de polícia judiciária. A partir da confecção deste documento, a PF vai avaliar se existem suspeitas de crimes que justifiquem a instauração de um inquérito policial.

A defesa de Vorcaro foi procurada, porém, não se manifestou,

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