As investigações contra o influenciador digital Hytalo Santos revelaram que famílias de adolescentes recebiam uma mesada mensal que variava de R$ 2 mil a R$ 3 mil. O pagamento era feito como uma forma de autorização para que os jovens morassem com ele e participassem de suas produções em redes sociais. O caso, apontado pelo Ministério Público do Trabalho da Paraíba e pela Polícia Civil, tornou-se um dos principais desdobramentos da investigação que levou à prisão do influenciador e de seu marido, Israel Nata Vicente, em Carapicuíba (SP).
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Segundo os procuradores, os adolescentes eram aliciados em diferentes cidades e levados para João Pessoa, onde eram submetidos a condições de trabalho forçado. Em nota, os órgãos de investigação afirmaram que “existem provas suficientes da exploração desses menores”. Após a prisão, os jovens retornaram para suas famílias, a maioria residente em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.
O Conselho Tutelar informou que não recebeu denúncias formais de familiares durante o período em que o esquema ocorria. “Nunca chegou até a sede do conselho nenhuma denúncia dos próprios pais, responsáveis dessas adolescências. Nós não conseguimos contato com os pais desses adolescentes”, declarou a conselheira tutelar da Paraíba, Nadyelle Pereira.
A Justiça da Paraíba negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, mantendo o casal em prisão preventiva. Os advogados de Hytalo Santos negam as acusações e classificaram a prisão como “um exagero”.