Um grave acidente de trabalho resultou na morte de um homem e deixou outro ferido na noite desta quarta-feira (20), no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. As vítimas realizavam reparos na cobertura de um prédio religioso quando a estrutura cedeu. Os dois profissionais haviam sido contratados pelo proprietário do imóvel para consertar estragos causados pelas fortes chuvas que atingiram a capital nos últimos dias.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os operários caminhavam sobre a cobertura quando pisaram em uma área composta por telhas frágeis e desgastadas. A estrutura não suportou o peso e rompeu, provocando a queda dos trabalhadores de uma altura estimada em 9 metros.
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente e enviou ambulâncias ao local, mas um dos homens não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber os primeiros socorros. Segundo relatos das equipes médicas que atenderam a ocorrência, a vítima fatal sofreu um traumatismo craniano severo após cair de cabeça no piso da igreja.
Bombeiros apontam ausência total de equipamentos de segurança
Durante a perícia inicial realizada no local do acidente, os bombeiros constataram uma grave irregularidade relacionada às normas de segurança para trabalho em altura. Nenhum tipo de Equipamento de Proteção Individual (EPI) — como cintos de segurança do tipo paraquedista, cordas de vida, capacetes ou redes de proteção — foi encontrado com as vítimas ou no perímetro da obra. A ausência dos equipamentos configura descumprimento das normas de segurança exigidas para atividades realizadas em altura.
O segundo trabalhador, de 45 anos, sobreviveu à queda, mas sofreu múltiplas lesões pelo corpo. Ele foi imobilizado pelos socorristas do Samu e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.
De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade hospitalar, o paciente apresentou fraturas confirmadas no tornozelo, no fêmur e no punho. Apesar da gravidade dos traumas ortopédicos, ele passou por procedimentos de estabilização e o quadro clínico geral é considerado estável.
