Paraíba registra terceira maior taxa de crescimento do varejo no Brasil

(Foto: Junot Lacet Filho)

A Paraíba registrou, em 2025, a terceira maior taxa de crescimento do comércio varejista do país, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No acumulado de janeiro a dezembro, o Estado apresentou alta de 4,8%, índice três vezes superior à média nacional, que ficou em 1,6% no mesmo período.

Entre as 26 unidades da federação e o Distrito Federal, a Paraíba ficou atrás apenas do Amapá (8,5%) e de Santa Catarina (5,9%). No mês de dezembro, o comércio varejista paraibano também manteve desempenho positivo, com crescimento de 2,5%.

Comércio ampliado também cresce

No indicador do comércio varejista ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo — a Paraíba registrou expansão de 4,2% em 2025, a quarta maior taxa entre os Estados. No cenário nacional, o índice ficou praticamente estagnado, com variação de 0,1%.

Das oito atividades que compõem o varejo, sete apresentaram crescimento no Estado. Houve alta nos segmentos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; móveis e eletrodomésticos; equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; outros artigos de uso pessoal e doméstico; tecidos, vestuário e calçados; hiper e supermercados; além de combustíveis e lubrificantes.

De acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, o desempenho foi relativamente equilibrado entre os segmentos, com destaque para os setores farmacêutico, de móveis e eletrodomésticos e de equipamentos de informática e comunicação. Segundo ele, a desvalorização do dólar frente ao real contribuiu para impulsionar as vendas de produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops.

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Impacto econômico

Para o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, o resultado confirma a trajetória consistente do varejo paraibano. Ele destacou que, em 2024, o Estado já havia alcançado a segunda maior taxa de crescimento do país.

O secretário atribui o desempenho à geração de empregos, ao aumento do consumo das famílias e à manutenção de investimentos públicos. Segundo ele, em 2025 a Paraíba registrou taxa de desocupação de 7%, a menor da série histórica da PNAD do IBGE, refletindo maior inserção da população no mercado de trabalho.

Outro fator apontado foi o volume de consumo das famílias paraibanas, que alcançou R$ 112 bilhões no ano passado, crescimento de 9,3%, além da continuidade de investimentos em obras públicas com recursos próprios, movimentando a economia em diversas regiões do Estado.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Mensal de Comércio acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no Brasil, com base na receita bruta de revenda de empresas formalmente constituídas com 20 ou mais empregados. Criada em 1995, a PMC divulga mensalmente indicadores sobre volume e receita nominal de vendas no comércio varejista e varejo ampliado para o Brasil e as unidades da federação.

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