Caso Tavu Gadelha: Justiça mantém prisão de empresário suspeito de mandar matar vítima por dívida de R$ 400 mil

Celso de Morais Andrade Bisneto se entregou à polícia na última sexta-feira (30) e será transferido para o Presídio Padrão de Santa Rita

Tavu Gadelha (a esquerda) e Celsinho Morais (a direita) - (Foto: Reprodução)

A Justiça da Paraíba manteve, em audiência de custódia realizada neste sábado (31), a prisão preventiva do empresário Celso de Morais Andrade Bisneto, 36 anos, filho do ex-prefeito de Itapororoca Celso Morais. Celsinho, como é conhecido, é apontado pela Polícia Civil como o principal mandante e um dos autores do assassinato de Otávio Gadelha dos Santos, conhecido como “Tavu”, crime ocorrido em dezembro de 2025 no município de Cruz do Espírito Santo, na Grande João Pessoa.

A decisão judicial ocorre após o suspeito se apresentar espontaneamente na sede da Polícia Civil, em João Pessoa, na tarde da última sexta-feira (30). Na ocasião, o mandado de prisão foi cumprido e o empresário, após ser ouvido, foi submetido a exames de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC), permanecendo sob custódia até a audiência deste sábado.

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Ao analisar o caso, o juiz Isaac Torres de Brito manteve a detenção por considerar que a prisão preventiva, determinada anteriormente pela 1ª Vara Mista de Santa Rita, não apresentava vícios ou irregularidades. O magistrado destacou que, diante da natureza da prisão, mostra-se incabível a concessão de liberdade provisória, fiança ou a adoção de medidas cautelares alternativas.

Com a manutenção da custódia, a Justiça determinou que o empresário seja encaminhado ao Presídio Padrão de Santa Rita, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Motivação e dinâmica do crime

De acordo com as investigações coordenadas pela delegada Maria das Dores, o homicídio foi motivado por uma dívida de R$ 400 mil que o acusado possuía com a vítima. A polícia concluiu que Celsinho participou diretamente do crime, atraindo Tavu para uma emboscada sob a falsa promessa de que quitaria o débito pendente.

“Não temos dúvida alguma. Após inúmeras diligências, conseguimos concluir que o empresário Celso de Moraes Andrade Bisneto teria sido um dos autores do crime”, afirmou a delegada, reforçando que a Justiça corroborou as provas apresentadas pela Polícia Civil ao decretar a prisão.

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