Pizzaria de João Pessoa ‘demite’ clientes eleitores de Lula e é notificada

Estabelecimento afirmou ter recebido notificação do Ministério Público após publicações nas redes sociais

omunicado publicado por uma pizzaria de João Pessoa informa o recebimento de notificação do Ministério Público e defende a liberdade de expressão após polêmica envolvendo eleitores de Lula.

Uma pizzaria de João Pessoa gerou repercussão nas redes sociais após publicar uma mensagem afirmando que não fazia questão de atender clientes que votaram no presidente Lula (PT). Após a polêmica, o estabelecimento divulgou um novo comunicado no Instagram informando que havia recebido uma notificação do Ministério Público relacionada às publicações anteriores e que cumpriria a determinação de retirada do conteúdo.

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Na nota, a empresa afirmou que a notificação estava relacionada às suas “recentes publicações” e declarou que cumpriria a determinação apresentada. 

“Para nós, democracia também significa liberdade de expressão, pluralidade de opiniões e o direito de manifestar pensamentos, inclusive aqueles que desagradam ou divergem da opinião de outras pessoas”, afirmou a empresa no comunicado.

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Em outro trecho, a pizzaria declarou que continuaria respeitando as determinações das autoridades competentes, mas que manteria suas posições dentro dos limites legais. 

“Podem determinar a retirada de uma publicação. Não podem determinar aquilo que devemos pensar”, ressaltaram.

Demissão por posicionamento político pode gerar consequências legais

O Ministério Público Federal alerta que o voto é livre e secreto e que ninguém pode utilizar uma posição de poder para constranger ou ameaçar outra pessoa por suas escolhas políticas. Quando a pressão ocorre em uma relação de trabalho, a conduta pode caracterizar assédio eleitoral e resultar em consequências nas esferas trabalhista, cível e criminal, conforme as circunstâncias do caso.

O Ministério Público do Trabalho também aponta como exemplos de assédio eleitoral as ameaças de demissão, a perseguição de funcionários por suas convicções políticas e a imposição de participação em atos de campanha.

Além disso, a demissão motivada exclusivamente pela preferência política do trabalhador pode ser considerada discriminatória, sujeitando o empregador a consequências judiciais. A caracterização da irregularidade, porém, depende da análise das circunstâncias e das provas de cada situação.

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