PF cumpre mandados na Paraíba em operação contra suspeita de desvio de recursos da saúde; verba chegou a R$ 1 bilhão

PF cumpre mandados na Paraíba em operação contra suspeita de desvio de recursos da saúde; verba chegou a R$ 1 bilhão

 

A Paraíba está entre os estados que recebem, nesta quinta-feira (8), ações da Operação Coaptação, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à saúde. A operação também ocorre no Ceará e apura suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e fraude documental.

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Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, 24 de busca e apreensão e dois de sequestro para apreensão de veículos, com cumprimento nos dois estados. A Polícia Federal não detalhou quantas dessas medidas são executadas na Paraíba nem informou os municípios paraibanos envolvidos.

A investigação começou após a identificação de movimentações financeiras suspeitas, incluindo saques em dinheiro. Segundo a PF, o grupo investigado teria utilizado empresas de fachada e documentos ideologicamente falsos para desviar valores provenientes de contratos públicos firmados por entidades que atuam na área da saúde.

As apurações apontam que a principal empresa investigada recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal entre 2007 e 2025, por meio de contratos celebrados com entes subnacionais. O montante corresponde aos repasses recebidos no período e não representa, necessariamente, o valor supostamente desviado.

A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de cinco gestores de atividades gerenciais, financeiras ou de representação das entidades investigadas. Foram autorizados ainda o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao caso.

As medidas foram autorizadas pela 32ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará. Segundo a PF, o bloqueio patrimonial busca preservar bens para eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a dissipação de ativos que possam ter sido adquiridos com recursos ilícitos.

 

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