O Consórcio CLC/Conserva foi notificado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) após a paralisação dos serviços de recuperação da marginal da BR-230, em Cabedelo, e o descumprimento do plano de execução estabelecido para a obra. Segundo o Ministério dos Transportes, a interrupção ocorreu de forma repentina e levou o órgão a cobrar a retomada dos trabalhos.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp
Inscreva-se na newsletter do WSCOM
Entre no nosso grupo exclusivo
Apesar da paralisação, o DNIT afirma que a execução foi retomada e que, neste momento, a interrupção não compromete a previsão de conclusão da obra. A estimativa do Ministério dos Transportes é finalizar a recuperação da marginal na segunda quinzena de novembro de 2026.
A obra está atualmente concentrada em um trecho de 1,5 quilômetro, entre os quilômetros 9,4 e 8. Os serviços avançam no sentido do km 9,4 para o km 5,5 e, posteriormente, devem retornar para o segmento entre os quilômetros 10 e 9,4, com o objetivo de concluir toda a extensão da marginal. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 2 milhões.
Consórcio alegou problemas em equipamentos
De acordo com o Ministério dos Transportes, o consórcio informou que dois motoniveladores e uma recicladora apresentaram problemas mecânicos. Com a paralisação, parte da mão de obra chegou a ser deslocada temporariamente para outras frentes, incluindo os serviços no viaduto do km 11,86 e a conexão da rodovia com o viaduto do km 12,94.
As duas frentes de trabalho estão novamente em operação. Para compensar o período de interrupção, o consórcio também ampliou os turnos de trabalho.
O DNIT realizou avaliação técnica sobre o andamento da obra e informou que, até o momento, não identifica risco para o cumprimento do cronograma previsto.
Recuperação ocorre por etapas
A estratégia adotada para a recuperação permite que diferentes equipes atuem simultaneamente em etapas distintas da pavimentação. A cada trecho de aproximadamente 500 metros concluído, novas equipes iniciam outras fases da execução, que avançam até a aplicação do concreto asfáltico.
Durante os intervalos entre os turnos, os trechos são liberados para o tráfego. Ao longo da execução, no entanto, podem ocorrer interdições parciais e desvios temporários por ruas municipais próximas.
O DNIT também prevê ajustes na região do km 9 para permitir o retorno de veículos de carga que utilizam a área após a saída da Ponte do Futuro, obra executada pelo Governo da Paraíba por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PB).

