A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os alvos da ofensiva está o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que volta a ser investigado no âmbito da operação.
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Nesta fase, a investigação concentra-se em suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada aos recursos que teriam sido obtidos por meio das fraudes contra beneficiários da Previdência Social. Também é alvo o advogado Willer Tomaz, que atua em causas de repercussão nacional e possui ligação com lideranças políticas.
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro por prerrogativa de função do senador.
Segundo a PF, os investigadores identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo para ocultar a origem dos recursos supostamente obtidos de forma ilícita.
A corporação informou que a investigação busca esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, além de identificar a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.
Deflagrada em 2025, a Operação Sem Desconto apura um esquema de alcance nacional envolvendo cobranças não autorizadas sobre aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. Conforme estimativas da Polícia Federal, as irregularidades investigadas entre 2019 e 2024 podem ter provocado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões aos beneficiários da Previdência.
Esta é a segunda vez que o senador Weverton Rocha figura entre os alvos da operação. Até a publicação desta reportagem, nem o parlamentar nem os demais investigados haviam se manifestado sobre a nova fase da investigação.

