A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa se manifestou sobre a denúncia feita pela família de um aluno autista de 12 anos, que relatou nas redes sociais que a criança teria sido deixada fora de uma apresentação junina da Escola Municipal Índio Piragibe. Em nota, a pasta afirmou que o evento contou com estudantes da Educação Especial e disse que a direção da unidade procurou a família após tomar conhecimento da publicação.
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Segundo a Sedec, a festa junina foi organizada “de forma a assegurar a inclusão dos estudantes”, com participação de alunos com Transtorno do Espectro Autista, Deficiência Intelectual e deficiência física.
“O evento foi organizado de forma a assegurar a inclusão dos estudantes, contando com a participação de alunos público-alvo da Educação Especial, entre eles estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Deficiência Intelectual (DI) e deficiência física, conforme registros fotográficos e vídeos do evento”, informou a Secretaria.
A pasta também afirmou que a gestão da escola entrou em contato com a família do estudante depois da repercussão do caso.
“Tão logo tomou conhecimento da manifestação, a gestão da escola entrou em contato com a família do estudante, realizando uma conversa acolhedora para ouvir suas preocupações, prestar esclarecimentos e reforçar o apoio da unidade escolar, mantendo o diálogo aberto e respeitoso, princípio fundamental da relação entre escola e família”, declarou.
A Sedec acrescentou que considera importante ouvir os familiares dos alunos para aperfeiçoar as práticas pedagógicas e inclusivas na rede municipal.
“A SEDEC reconhece a importância de ouvir as famílias e compreender suas percepções, pois esse diálogo contribui para o aperfeiçoamento contínuo das práticas pedagógicas e inclusivas desenvolvidas em nossas escolas”, disse.
O caso ganhou repercussão depois que o padrasto do estudante, Flávio Cardoso Cunha, afirmou que o menino teria sido excluído dos ensaios e da apresentação junina, apesar de querer participar da atividade.
Após a publicação, a promotora de Justiça da Educação de João Pessoa, Ana Raquel Beltrão, convidou a família a formalizar a denúncia no Ministério Público para apuração do caso.

