Técnicos-administrativos da UFCG decidem entrar em greve e ampliam paralisação nas federais da Paraíba

Movimento começa na próxima segunda-feira (16), atinge todos os campi da universidade e se soma à greve já iniciada na UFPB.

Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Fachada da UFCG (Foto: reprodução internet)

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Campina Grande decidiram entrar em greve e vão paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira (16). A decisão amplia o cenário de mobilização nas universidades federais da Paraíba, já que os técnicos da Universidade Federal da Paraíba iniciaram greve por tempo indeterminado na segunda-feira (9).

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Na UFCG, a paralisação deve atingir todos os campi da instituição e também o Hospital Universitário Alcides Carneiro. O movimento faz parte de uma mobilização nacional da categoria, que já reúne dezenas de instituições federais de ensino em greve em várias regiões do país.

Entre as principais reivindicações dos técnico-administrativos estão o cumprimento integral do acordo firmado com o Governo Federal após a greve de 2024, a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a redução da jornada para 30 horas semanais sem redução salarial. A categoria também cobra avanços em pontos ligados à carreira, à valorização dos servidores e à realização de concursos públicos.

UFPB

Na UFPB, a insatisfação da categoria não está concentrada apenas em reajuste salarial, mas no descumprimento de compromissos assumidos nas negociações do ano passado. A avaliação do movimento é de que temas considerados centrais, como a jornada de 30 horas e o RSC, não avançaram nas mesas de negociação.

Os sindicalistas afirmam que parte dos servidores seguirá em atividade para garantir o funcionamento de serviços essenciais, mas sustentam que a paralisação será mantida até que haja avanço concreto nas tratativas com o governo. Na UFPB, também houve reunião com a Reitoria para discutir o funcionamento dos setores durante a greve e a forma de registro de ponto no período.

O ambiente de tensão na universidade federal coincidiu ainda com a mobilização nesta semana dos estudantes de Medicina, que realizaram protesto no Centro de Ciências Médicas da UFPB contra a superlotação no internato e o atraso no calendário do curso. Os alunos afirmam que o acúmulo de turmas compromete a formação prática e pode levar três turmas a entrarem ao mesmo tempo na fase final da graduação.

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