Paraíba concentra altos índices de câncer evitável e reflete desigualdade no Nordeste, aponta Inca; saiba casos mais incidentes

Estado soma milhares de novos casos por ano e segue com câncer de colo do útero e estômago entre os mais incidentes, apesar de prevenção disponível no SUS

Foto: Reprodução

A nova estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Na Paraíba, os números expõem um retrato que acompanha a realidade do Nordeste, marcado pela permanência de cânceres evitáveis e pelo diagnóstico tardio.

Dados do Inca mostram que, no estado, os tipos mais incidentes concentram milhares de novos casos anualmente. O câncer de pele não melanoma lidera com 3.590 novos casos estimados, seguido pelo câncer de próstata, com 1.790, e pelo câncer de mama feminina, com 1.640 novos diagnósticos.

Também chamam atenção os números de cânceres associados à mortalidade elevada e à desigualdade no acesso à prevenção. A Paraíba deve registrar cerca de 580 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão, 530 de cólon e reto e 490 de câncer de estômago, este último historicamente mais frequente em regiões com maiores vulnerabilidades socioeconômicas.

Colo do útero segue como alerta no estado

Mesmo sendo amplamente prevenível, o câncer do colo do útero permanece entre os mais relevantes na Paraíba, com 420 novos casos estimados. O dado ressalta a preocupação dos especialistas com a baixa cobertura vacinal contra o HPV, dificuldades no rastreamento e falhas no diagnóstico precoce, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

Além disso, o estado deve registrar 260 novos casos de câncer de cavidade oral, outro tipo frequentemente associado ao tabagismo, consumo de álcool e condições sociais desfavoráveis.

Outros tipos também têm peso significativo

A estimativa detalha ainda a ocorrência de outros cânceres na Paraíba, como:

Glândula tireoide: 430 casos
Fígado: 290 casos
Leucemias: 270 casos
Linfoma não Hodgkin: 270 casos
Sistema nervoso central: 210 casos
Corpo do útero: 210 casos
Pâncreas: 190 casos

Esôfago: 170 casos
Laringe: 160 casos
Ovário: 160 casos
Bexiga: 150 casos
Melanoma de pele: 120 casos
Linfoma de Hodgkin: 70 casos

Diagnóstico tardio amplia risco de morte

Embora cânceres como mama e próstata liderem em incidência, eles não são os mais letais. No Brasil, os tumores de pulmão seguem como a principal causa de morte por câncer, seguidos por cólon e reto e estômago. Na Paraíba, especialistas alertam que muitos pacientes chegam ao sistema de saúde em estágios avançados da doença, o que reduz significativamente as chances de cura.

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