Manifestações em todo o país celebram os 165 anos da Caixa e defendem seu papel social

Manifestações dos empregados da Caixa

Empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal realizaram, em diversas cidades do país, manifestações em comemoração aos 165 anos do banco público, reafirmando o orgulho pela história da instituição e pela sua função social estratégica. Os atos também denunciaram os impactos do fechamento de agências, da redução do quadro de pessoal e das condições de trabalho impostas aos trabalhadores, além de cobrar o fortalecimento da Caixa como banco público a serviço da população.

“O aniversário da Caixa é um momento de celebração, mas também de reflexão e luta. Parabenizamos a Caixa e seus empregados e empregadas, que constroem diariamente a história desse banco fundamental para o Brasil. Defender a Caixa é defender políticas públicas, inclusão social e desenvolvimento”, afirma o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco.

Função social indispensável

No contexto das políticas públicas, a Caixa tem papel central no desenvolvimento econômico e social do país. É o principal agente operador de programas como Bolsa Família, auxílio gás, FGTS, abono salarial, Pé-de-Meia, Minha Casa Minha Vida, Fies, além de atuar no fomento às atividades produtivas rurais, no microcrédito, no empreendedorismo, na gestão das Loterias, no acesso à moradia e na transferência de renda para milhões de brasileiros.

Em muitos municípios, especialmente nas regiões mais afastadas dos grandes centros, a Caixa é o único ponto de atendimento bancário, sendo essencial para a população que depende de serviços presenciais e não tem acesso à internet ou às plataformas digitais.

Fechamento de agências prejudica população e trabalhadores

Apesar de sua relevância social, a Caixa vem passando por um processo contínuo de fechamento de agências desde 2017, intensificado em 2024 e 2025, justamente em um período de retomada das políticas públicas sociais do governo federal, o que evidencia contradições na condução da estratégia do banco público.

Dados compilados pelo Dieese mostram que a Caixa perdeu 196 agências desde 2017, passando de 3.404 unidades em 2015 para 3.208 ao final de setembro de 2025, com forte aceleração em 2024 (–113 agências) e em 2025 (–50 até setembro).

“A redução da presença física da Caixa não afeta apenas a estrutura do banco. Ela prejudica diretamente a população mais vulnerável, desestrutura a economia local de municípios e bairros inteiros e penaliza os trabalhadores, que enfrentam sobrecarga, descomissionamentos e adoecimento”, destaca Felipe Pacheco. “Por isso, cobramos a suspensão do fechamento de agências, a recomposição da rede física e o fortalecimento da Caixa como banco público estratégico.”

Mais empregados para a Caixa, mais Caixa para o Brasil

Mesmo com lucro recorde de R$ 13,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, crescimento de 50% em relação ao mesmo período de 2024, a Caixa encerrou setembro com 84,3 mil empregados, quase 20 mil a menos do que em 2014, além de 49 unidades a menos em apenas 12 meses. No mesmo período, o banco ultrapassou a marca de 156 milhões de clientes.

Saúde Caixa e Super Caixa também foram pautas

Durante os atos, os trabalhadores também denunciaram os problemas relacionados ao Saúde Caixa. O movimento sindical defende o fim do teto estatutário de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o plano de saúde, garantindo o modelo de custeio 70/30 e a sustentabilidade do plano.

Outro ponto de crítica é o Super Caixa, programa de premiação da rede de varejo e atacado. Para os empregados, o modelo atual não reconhece o trabalho de forma justa, gera insegurança e desvalorização e impacta negativamente a motivação e o atendimento à população.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso
Ir para o conteúdo