A atitude latente do acadêmico Milton Marques Jr que implora urgência no ambiente em que o Poeta maior percorreu na solidão
Quem conhece ou ouviu falar do povoamento e expansão do Centro Histórico de João Pessoa diante da dura realidade contemporânea não para de exaltar e agradecer o gesto simples mas de efeito ensurdecedor do professor e acadêmico Milton Marques Júnior de reunir amantes da história e percorrer toda a Rua Direita onde lá morou o maior Poeta de todos os tempos de nome Augusto dos Anjos em pleno sábado de calor.
A caminhada guiada por Milton pela atual Duque de Caxias mais de que um ato atraindo o coletivo de brado elevado significou um gesto político longe do partidarismo esquizofrênico a clamar por mais atitudes que devolvam nossa história a um melhor tratamento visual.
Não, não precisamos mais de discursos seja com qual apareça o tom, porque tanto o Poeta e seus apaixonados fãs da contemporaneidade precisamos apenas da vida plena no lugar com os casarios preservados e habitados com gente – a razão habitacional.
O ato liderado pelo professor e estudioso profundo do Personagem central plantou semente com mais de 30 quengos solidários com o desejo permanente de ver todas as ruas e casarios ocupados de gente por todos os lados.
UM BRILHO A MAIS
Em torno de Augusto e toda cena histórica do Centro as atenções agora se voltam para o lançamento na próxima segunda -feira do livro de autoria do intelectual caminhador Milton Marques Jr esmiuçando os ambientes da solidão do Poeta.
Todos estão convocados para conhecer e aderir a novos passeios com o compromisso claro de que a história do Poeta especificamente no Centro nunca mais deixará de ser cuidado pelos que amam esta cidade de tantos poetas e poetisas consagrados.
Centro Histórico com Augusto já.
UM ESPETÁCULO DE POESIA
Augusto dos Anjos sua profundidade poética produziu versos de relevância com cada um deles maior e melhor do que o outro. Destarte, considero o verso a seguir uma obra prima especial.
Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
ÚLTIMA
“O nome a obra imortaliza”
