Ainda hoje repercute o debate da TV Arapuan ancorado pelo jornalista Luís Torres com modelo atualizado de oferecer a oportunidade direta dos candidatos João Azevêdo e Pedro Cunha Lima abordarem todos os temas livres, melhor com nível qualificado de posturas.
Ficou evidente as abordagens, essências e propostas antagônicas de gerir o Estado, sem deixar de levar em conta ainda o fator experiência inegavelmente expondo o governador como gestor preparado.
A PROPOSTA DE PEDRO
O candidato do PSDB sem dúvidas nenhuma se apresenta como político moderno na defesa no projeto neoliberal contemporâneo a exaltar o que se denomina de Estado mínimo abrindo espaços para privatizações e comando do processo pela iniciativa privada. Este é o modelo de diversos líderes, a exemplo de João Doria.
Na Paraíba, especificamente, Pedro Cunha Lima é crítico feroz dos valores do Duodécimo empregados constitucionalmente no Legislativo, em especial, e demais Poderes. Ainda tem a fixação na educação como foco prioritário, algo positivo, e tem a insistência de criar a Delegacia da Saúde por conta de desvios passados nesta área. Em tese, a Controladoria Geral já cumpre esse papel.
A DENSIDADE DE JOÃO
Diferentemente do que disse o ex-governador Cássio Cunha Lima, a Paraíba enfrenta contexto de gestão pública de resultados, como foi exposto no debate, sem o qual o Estado estaria vivendo o caos.
Os indicadores e análises de gestão de organismos nacionais, a exemplo da FGV, apontam com dados saldo de realidade administrativa a distinguir o chefe do Executivo pela experiência acumulada ao longo dos anos, o que lhe credencia no processo.
João Azevedo entende que é papel do Estado suprir situações de fome, crises, desemprego, oportunidades, etc, a partir do controle fiscal para oferecer superação nos vários setores, guardadas as proporções, como procedeu o Estado americano em diversas fases da história, sem o qual quebraria a essência do capitalismo.
VAI ANULAR O VOTO?
Pedro Cunha Lima não respondeu claramente em quem vai votar dia 30 de outubro. Não há dificuldade de escolha diante de dois projetos antagônicos para o país, um deles até ameaçando a Democracia.
O fato é que ele não abriu o jogo quando indagado por seu concorrente. Perdeu uma ótima oportunidade.
Em síntese, tudo continua como “dantes no quartel de abrantes”.
