95 anos depois, o bairro da Torre se expõe com história de avanços e de muita cultura popular em exposição

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No próximo dia 10 de agosto, agora próximo, a cidade de João Pessoa passa a conviver com um data histórica: 95 anos de uma trajetória de avanços socioeconômicos incomuns sem ocultar a imensa contribuição artístico-cultural e esportiva de forma determinante e singular.

A rigor, poucos bairros em torno do Centro da cidade têm o histórico muito expressivo da Torre, lugar originalmente proletário, de muitas casas de palha, presença forte da negritude e seus atabaques de muitos Xangôs, hoje ocupadas por grandes comércios e empreendimentos de luxo.

Só João Agripino em 1967 determinou por decreto que a RP (Rádio Patrulha) nunca mais invadisse os terreiros de xangô para acabar no cacete as reuniões espirituais.

 

Joaquim Torres, fundador do bairro (Foto: reprodução)

 

CUIDAR DOS NECESSITADOS

O bairro da Torre ainda hoje convive com segmentos pobres e suas dificuldades normais, por isso se faz premente incluir e/ou defender políticas públicas na educação, saúde e inclusão social porque as demais camadas já têm como sobreviver e até obter lucros.

A Torre se transformou em bairro economicamente chique abrigando em todos os segmentos de negócios empreendimentos de muita força financeira, portanto, cada vez mais de faz indispensável investir e apoiar as iniciativas culturais do bairro.

ABRIGO DE MUITOS VALORES

Desde quando Joaquim Torres recebeu a missão de fundar o bairro cedido por ricos pernambucanos que a Torre simboliza abrigo de muita cultura popular de valor.

Por exemplo: em 1943, Mário de Andrade filmou a agremiação Africanos da Torre, da mesma forma que o bairro se orgulha da Escola de Samba Malandros do Morro, do Bandeirantes, do Ibis e sua rica história, Palmeiras, Palmares, São Gonçalo – time campeão de futsal – diante de muitos jogadores e artistas de muito valor em suas áreas.

 

Severino Cândido, fundador da Malandros do Morro (Foto: reprodução)

 

A Torre sempre foi um celeiro de craques de futebol e de artistas extraordinários como Livardo Alves e comunicadores famosos, a exemplo de Cardivando de Oliveira, Paulo Rozendo, Bernardo Filho, José Alexandre, etc.

 

Antônio Candido, presidente da Escola Malandros do Morro por 2 mandatos (Foto: reprodução)

 

TRABALHO EXTRAORDINÁRIO

Neste domingo, precisamos reconhecer a importância do trabalho do professor e escritor Hélio Serrano em organizar toda a exposição histórica.

Seja como for, a Torre tem história para lhe exigir avanços e zelo com as pessoas, a arte, a cultura, os esportes e seus artistas.

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