Por Walter Santos
O cantor, compositor e agora escritor Flávio Eduardo Fuba tem ocupado espaços públicos e entrevistas contestando argumentações oficiais sobre causas e efeitos da morte de João Pessoa. No programa “Weekend” com Madeleine Braga na TV Master, nesta sexta-feira, ele declarou que o assassinato do presidente João Pessoa, em 1930, serviu de narrativa para o superpoderoso Assis Chateaubriand “construir o Golpe, e não Revolução, levando o corpo do presidente a todas as Capitais destituíndo o presidente eleito Júlio Prestes para a ascensão de Getúlio Vargas no comando do Pais”.
Autor do livro “Parahyba 1930 – a verdade omitida, Fuba se cercou de depoimentos e documentos pontuando outra versão sobre os graves episódios que resultaram na morte do presidente, segundo ele por motivações passionais e não politicas, “depois que a casa do advogado João Dantas foi invadida pelo delegado Manoel Morais por recomendação de João Pessoa e ter exposto cartas intimas dele com a professora e poetisa Anayde Beiriz”.
– Ao ver no jornal A União a informação de que as cartas intimas dele com Anayde estavam expostas na delegacia, João Dantas foi movido à reação tamanha que venho no mesmo jornal a informação de que o presidente iria a Recife, o advogado tomou a decisão de ir à capital pernambucano e matar o presidente- frisou.
NARRATIVA NACIONAL
Conforme o autor do livro polêmico, “a Morte do presidente serviu de motivação política, como disse organizada por Assis Chateaubriand, que na época tinha mesma ou maior força do que Roberto Marinho, conseguindo mobilizar no País para dar o Golpe conhecido”.
Fuba acusa os aliados da Aliança Liberal de perseguição odienta aos Perrepistas e ao exagero, conforme disse, de articularem mudança da bandeira do Estado atraindo o vermelho da Aliança Liberal e o preto do luto pela morte na nova bandeira com a expressão NEGO.
– Em todos os documentos a que tivemos acesso, inclusive o telegrama rmnque é anunciado o rompimento com a candidatura de Júlio Prestes, de Washington Luiz, inexiste a expressão NEGO introduzida na outra bandeira, hoje vigente, como principal argumento – acrescentou.
Ele atribui ao então Padre Zé Coutinho a mobilização de pessoas pobres presentes na sessão do Teatro Santa Roza para, depois de várias tentativas negadas, sem quórum, aprovar a mudança do nome da Capital para João Pessoa.
