O ambiente da Academia Paraibana de Letras atrai nesta 5a feira as atenções do mundo intelectual com o lançamento de obra de autoria do professor e acadêmico Sales Gaudêncio abordando no projeto “Por do Sol das Letras” a historiografia do professor Afonso Pereira, um intelectual de densidade conduzindo nos seus feitos a condição de fundador do UNIPÊ, recentemente vendido ao grupo Cruzeiro do Sul.
A aura em torno do professor Afonso Pereira com toda narrativa atraente posta atraindo, inclusive, sua filha Ana Flávia, professora e gestora com reforço acadêmico nos EUA, onde pontifica hoje Samuel Gaudêncio, não encobre a coincidência de tudo estar acontecendo à vista da ascensão do acadêmico Sales Gaudêncio na APL, agora como vice-presidente, da mesma forma no Centro Internacional Celso Furtado, de onde acaba de ter sido eleito. Conviver é discutir a profundidade de Celso não é para qualquer um.
Lá na Torre os meninos letrados, filhos de Maria Júlia, diriam que se trata da reentrèe em alto estilo do professor Sales, ao longo da vida um exímio estudioso e articulado gestor de educação à base de ótimo network mas que, por circunstâncias da vida, precisou mergulhar por um tempo para saber emergir na contemporaneidade.
Esta é a síntese do vitorioso projeto de Letras do projeto Por do Sol com hábil articulação política e cultural de tamanha força que já elegeu até, recentemente, um de seus líderes, talentoso Hélder Moura, como novo membro da Academia de Letras.
Antonio Cândido, meu pai in memorian, certamente diria em cima do lance, na bucha: por esse cenário posto, está na cara que só tem gente bamba.
