Walter Galvão: o voo definitivo de um Intelectual que soube ser profundo, ao mesmo tempo simplesmente ético na gestão da vida

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Para Jória e Clarice, herdeiras da
sabedoria ambulante

Cá pra nós, mesmo sendo por toda a vida um ser humano de profundidade intelectual próximo dos segmentos progressistas da sociedade, na prática Galvão tinha mesmo era nome de General, senão observemos: Walter Galvão Peixoto de Vasconcelos Filho.

Nos tempos em que não havia cultura mobile nem computador, disputar a presidência da API (Associação Paraibana de Imprensa) exigia que o candidato decorasse o nome dos eleitores ilustres. Foi aí que passamos a conhecer e dialogar com Galvão de forma atenta e cúmplice diante dos avanços exigidos pela sociedade.

Mas, em que pesem valores imensos e abstratos na formação de Walter Galvão, um autodidata em vários contextos de mergulho teórico-filosófico-comportamental, a rigor dialogar com ele sempre significou troca de conhecimentos permanentes com a voz mansa e pausada, poucas vezes ouvida em tom alto.

Galvão construiu perfil para se inserir em muitos projetos de vida ou de representação humana na sociedade, sobretudo nos cenários de arte, cultura, comunicação e contemporaneidade, porque aprendeu no batente a ouvir, interpretar e implementar ações de gestão como ser humano distinto, a exemplo de sua vida.

Cá pra nós, soube usufruir do perigo e experimentar situações de vulnerabilidade em torno de momentos alucinógenos como prova de sabedoria e superação para conviver com a lucidez permanente sendo convivida de forma intensa com quem escolheu viver para sempre.

Sábio, “até que nem tanto exotérico assim”, Galvão participou da vida solfejando como belo vocal da música contemporânea e, muito além dos cantos, encantou nos debates nas várias esferas do conhecimento com sua alma calma e intensa, um furacão do Saber.

É isto. Como dizia o poeta João Nogueira, bamba do melhor no samba, “o nome, a obra imortaliza”. Lá se vai um Ser humano distinto, de muito valor a nos fazer falta.

Valeu Libriano!

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