A prisão sequenciada com a morte do temido criminoso Lázaro Barbosa no Estado de Goiás nesta segunda-feira, 28, remete a muitas indagações em torno da demora por 20 dias para que uma operação com mais de 270 policiais e aparato típico de guerra demorasse relativamente muito para a captura do agente do mal.
Por incrível que pareça, a lista de crimes e terror em torno de Lázaro não intimidaram que pessoas da região tenham dado guarida a ele de várias formas dificultando a operação policial, mesmo com empenho de toda a tropa.
Agora, já com a prisão de um fazendeiro- ao mesmo tempo coiteiro do criminoso, leva o comando da operação a identificar se Lázaro muito além da rede de proteção tinha apoio a caracterizar a condição de membro de quadrilha a operar na região.
LÁZARO LEMBRA “FUCINHO DE PORCO”
Algumas das novas gerações da Grande João Pessoa sequer imaginam, mas no início dos anos 90, a sociedade viveu aterrorizada com a atuação criminosa a partir do município do Conde de um marginal chamado “Fucinho de Porco” atuando em situação similar a Lázaro.
Para entender a periculosidade do criminoso, foi preciso a atuação da Polícia Federal no caso até porque um policial federal foi morto pelo bandido. Aliás, a obsessão de chegar a Lázaro aumentou com o fato dele ter baleado dois policiais.
Infelizmente, esta dura realidade se soma ao registro agonizante de milicianos misturados com bandidos agindo nas periferias do Pais a exigir ação policial firme e competente para manter a paz na sociedade.
