Que imagem você escolhe pra você?

Houve um tempo em que não havia essa onda chamada de marketing pessoal. Embora assim, o cuidado com a imagem social era como que obrigatório. Qualquer pessoa, especialmente homens públicos, tinha por dever se apresentar bem diante da sociedade. E isto incluía desde unhas e sapatos limpos, cabelos penteados, gestos cordiais, gentileza, educação, boa vontade, notório saber, reputação ilibada e folha corrida atestada pela polícia. Acreditem, houve esse tempo.

O padrão moral era como que uma carta de apresentação ética garantindo lugar seguro nas relações sociais. As autoridades, os juízes, reis e rainhas, os padres, políticos, artistas, enfim, todos em maioria deixavam para a sociedade uma boa impressão. Como fossem ao mesmo tempo excelentes modelos de pessoas boas, com origem nobre desde o berço. Era assim que se comentava.

Bem, os tempos foram passando e as coisas foram mudando. Os personagens foram sendo valorizados por seus feitos de repercussão pública. Campeões desportistas, presidentes, missionários, artistas, doutores, cientistas, professores, homens letrados, empresários, políticos, enfim, cada qual em sua área de atuação, que ganhasse força de imagem pública como modelo, como exemplo.

O Marketing (negócios) trabalhou essa associação de imagens a produtos, marcas, força, potencialização. Assim, desde antes de Jesus, diga-se de passagem, que há dois mil e vinte anos passou pela terra e reuniu pequeno grupo de profetas com objetivo de propagar ensinamentos de amor e luz; também poderosos reinados conquistaram o mundo através da força bruta das guerras, para mais tarde, na era industrial, especialmente a partir da segunda guerra, elaborar planos de comunicação para propagar o que produzia para o mercado e potencializar seus negócios.

E assim o marketing o fez com a fabricação inicial dos carros Ford, com o cinema de Chaplin e Walt Disney, em seguida Hollywood projetando filmes com difusão maciça de garotos propaganda apresentando desde cigarros e motocicletas, aviões e armas em filmes de guerras, e sensualizando a exibição de mulheres para atrair aumento da venda de produtos de beleza e moda. E o mundo se tornou um grande comércio capital. As pessoas tornaram-se grandes difusores de marcas e produtos e hoje se diz que se elas não são consumidoras, organicamente são produtos.

Olhando para os nossos dias, assistimos a toda hora a propaganda de políticos em campanhas para prefeitos e vereadores, e presidentes, misturados às imagens de atletas supervalorizados que se envolvem em escândalos e movimentam o mercado de ações com atração ou corte de investidores que estão sempre em busca da projeção e visibilidade de seus produtos e marcas no mundo dos negócios.

E aqui vai uma ressalva, para dizer que neste artigo nos detemos ao mundo característico da imagem dos machistas, prometendo para breve escrever ressaltando e reconhecendo os avanços e empoderamento das mulheres no mundo social, empresarial e de poder. Mas, voltando à competitividade do poder capitalista no mercado mundial, deixamos a pergunta: qual a imagem que você escolheu para você?

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresenta como sendo insensato, arrogante, arbitrário, autoritário, preconceituoso contra classes sociais, entre outras qualidades. Na contramão, seu concorrente, Joe Biden, chama a atenção para uma projeção de comportamento democrático. Aqui no Brasil o presidente Jair Bolsonaro apresenta-se como irritadiço, temperamental, também arbitrário e violento, entre outras qualidades notadamente negativas. O ex-presidente Lula, deixou sua marca de menino corrido do lugar humilde no interior de Pernambuco, para promover a ascensão de classes sociais e também colocar o Brasil entre as principais potências da economia mundial, claro, sem perder seu gesto de líder junto do povo nas grandes massas sociais. Assim também, na África, o líder Mandela deixou sua marca de pacifista, um dos maiores líderes morais já existentes. Empresários da era da tecnologia como o fundador da Microsoft, Bill Gates, que figura entre os mais ricos do planeta, hoje se preocupam com projetos de melhoria social, de promoção da raça humana, fazem um marketing humanitário. Atletas como Pelé, ao contrário de Neymar e Robinho (que controversos, aqui e acolá, maculam suas imagens públicas e comprometem o interesse dos contratos de grandes patrocinadores), marcaram tempos de projeção positiva de sua imagem pelo mundo, chegando a ser considerado ‘O Atleta do Século’ e eterno Rei do Futebol.

Enfim, que imagem desejamos para nós mesmos? Que caminho leva à verdadeira felicidade? Qual o padrão, qual a receita, por quanto tempo ainda estaremos entre Barrabás e Jesus? Escolha o seu modelo e siga seu caminho. Entre o certo e o errado,  faça seu marketing pessoal e conquiste seu sucesso.

Escrito por: Gil Sabino

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