O burburinho do sábado da cena política na Grande João Pessoa atraiu todas as atenções para a cena gravada em vídeo, na qual o Padre Luciano, da paróquia do município do Conde, é conduzido pela Guarda Municipal da cidade de forma coercitiva para prestar depoimento policial na Delegacia de Alhandra.
Eis um tema polêmico construído por consequência de decisão pessoal do padre de repintar a Cruz em tom natural da madeira quando a prefeitura havia determinado a cor azul.
De fato, a decisão de levá-lo coercitivamente à delegacia foi medida excessiva e desnecessária porque independentemente de questões políticas agora tomadas no fato, várias alternativas poderiam ter sido adotadas antes da medida radical.
A Prefeitura poderia, por exemplo, ter notificado a Arquidiocese do fato para tomada de procedimentos, alguém da prefeitura poderia ter explicado que o uso do solo é de competência da Prefeitura, e não da paróquia e, por fim, algum TAC (Termo de Ação de Conduta) poderia ter existido antes da decisão radical.
Em síntese, a prefeita Marcia Lucena faz uma gestão operosa e de modificações importantes na condução da prefeitura, entretanto, pisou na bola com esse caso desnecessário, que agora vai para a campanha respingando no tom autoritário sem sentido
