Da Redação
Portal WSCOM
Após o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), adiar pela terceira vez a entrega do Complexo Aluízio Campos, manifestações foram registradas nesta sexta-feira (15) por famílias contempladas. A concentração foi feita na BR-104, em frente ao Parque de Exposições do Ligeiro, que dá acesso ao Complexo. A entrega foi remarcada para o dia 11 de novembro.
A Prefeitura formalizou, durante a tarde, pedidos de investigação e monitoramento ao Ministério Público Federal, Polícia Federal e Polícia Militar em relação a ações “de responsabilidade de grupos já identificados”, que estariam articulando e estimulando a invasão do Conjunto Habitacional neste final de semana.
Auxiliar debocha das famílias
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Ontem, vazou o áudio de um prestador de serviços da Prefeitura debochando de cadastrados para receber as casas, que estariam reclamando dos atrasos na entrega das casas. Segundo o áudio o servidor sem concurso Adriano Magno Alves Florenço. “Quer casa de graça vai ter que esperar”, disse.
Prefeitura justifica atraso
O secretário de Planejamento, Diogo Flávio explicou que, por mais interesse que tenha a Prefeitura em promover a entrega do conjunto, por força contratual, a inauguração só poderá ocorrer quando estiveram cumpridas todas as etapas de assinaturas de contratos por parte dos mutuários. Essa operação é de responsabilidade exclusiva da instituição financiadora da obra, o Banco do Brasil.
O setor habitacional do BB, em São Paulo, até esta sexta-feira, 25, só tinha encaminhado os contratos dos 3.012 proprietários das casas – praticamente todos já assinados pelos donos dos imóveis, após serem convocados a comparecer ao Teatro Municipal Severino Cabral, onde equipes da Prefeitura e do BB agilizaram o processo de assinaturas.
