A reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Margareth Diniz, disse nesta segunda-feira (13) que manterá a luta para reversão do corte de 30% do orçamento da Instituição feito pelo Ministério da Educação (MEC) na última semana. Ela revelou que os atuais recursos só irão durar até setembro.
“Nossa expectativa é de reversão. Como eu falei, me parece que é quase unanimidade, todas as universidades federais terão recurso até setembro e nos não teremos mais recurso para o dia a dia. A partir daí e até la vamos trabalhar arduamente para reversão do corte”, disse à Tv Master.
Corte
Margareth contou que, no dia do corte, anunciado pelo ministro Abraham Weintraub, a UFPB não recebeu nenhum comunicado do MEC. Ao chegar na Instituição, às 9h, o contingenciamento já era visto no sistema de finanças.
“Oficialmente não recebemos nenhuma informação. Foi feito um anúncio à noite, e no outro dia, às 9h, nosso sistema apareceu com corte de 30%, o que para nós representa R$ 45 milhões”, contou a reitora.
Balbúrdia
A reitora ainda rechaçou o argumento de ‘balbúrdia’, que ocorreria nas universidades, apresentado inicialmente pelo ministro ao apontar cortes em três instituições e estendidi para todas as demais. Para Margareth, o que predomina nas universidades são ações positivas.
“É equivocado o encaminhamento dado às três universidades a princípio, até porque são universidades bem ranqueadas, mas me parece que pinçaram pontualmente algumas ações nas universidades, esporádicas. Mas o que se sabe é que as universidades são produtivas, trabalham muito para entregar profissionais qualificados, e assim se faz pesquisa de ponta, inovação e têm dado contribuição ao país. O que ele chamou de ‘balbúrdia’ nas universidades, o que predomina são ações positivas, não há balburdia, a balbúrdria é muito trabalho”, afirmou.
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Por Redação / Portal WSCOM
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