Pressionado, Michel Temer voltou atrás e revogou o decreto sobre a exploração da mineração na extinta Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), que fica entre o Amapá e o Pará e tem 4 milhões de hectares.
A extinção da reserva, no entanto, que era a maior crítica de artistas, ativistas ambientais e entidades internacionais, continuará no segundo decreto, mantendo a área aberta à mineração. O novo texto preserva as áreas indígenas da região.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a medida anunciada nesta segunda deixará as regras para exploração na região mais claras e preservará as reservas ambientais e indígenas.
“Por decisão do governo, sairá brevemente um novo decreto, colocando ponto a ponto como deverá ser [a exploração] a partir de agora – após a extinção da reserva mineral, preservando as questões ambientais e indígenas, sejam reservas estaduais ou federais – e poder acompanhar mais de perto a atividade na região”, afirmou.
