Rússia liga uso do Telegram ao terroristas e pede acesso a dados

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O FSB, o serviço de segurança russo, acusou nesta segunda-feira (26) o aplicativo de mensagens Telegram de ser usado por terroristas para planejar ataques em solo russo, o que aumenta a pressão sobre o app, dias após as autoridades o acusarem de violar a legislação do país.

A agência reguladora russa das comunicações, Roskomnadzor, informou na sexta-feira que iria bloquear o Telegram a menos que o serviço entregue informações sobre a empresa que o controla. Até agora, o Telegram recusou fazer isso.

O FSB, agência que sucedeu a KGB da era soviética, aumentou a pressão nesta segunda-feira ao emitir um comunicado em que afirma que o Telegram proporcionou a “terroristas a oportunidade de criar salas de bate-papo secretas com um grau alto de criptografia”.

O FSB disse que um homem-bomba que se explodiu no metrô de São Petersburgo no dia 3 de abril usou o Telegram para planejar o ataque com seus cúmplices. O ataque matou ao menos 15 pessoas. Para a agência, o serviço é o aplicativo mais usado por terroristas na Rússia.

Resposta do Telegram

Em mensagem nas redes sociais, o fundador do Telegram, Pavel Durov, disse nesta segunda-feira que a Roskomnadzor pediu ainda que a empresa providencie chaves que permitam aos serviços de segurança descriptografar as mensagens dos usuários de maneira a poder capturar terroristas.

Para Durov, a exigência viola o direito constitucional de manter correspondências em segredo e que também é tecnicamente impossível. Ele disse ainda que, se a Rússia proibisse o Telegram, os terroristas simplesmente o trocariam por um dos muitos concorrentes que oferecem criptografia de ponta a ponta.

“Se você quiser derrotar o terrorismo bloqueando as coisas, terá que bloquear a Internet”, escreveu Pavel Durov, fundador do Telegram

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