Com reajuste no judiciário, governo Temer tem gastos de R$ 58 bilhões

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De acordo com a narrativa oficial, a presidente afastada Dilma Rousseff “quebrou” o País, durante o ano eleitoral de 2014, com suas “pedaladas fiscais”. Por isso, seria necessário um governo de “salvação nacional”, com um “time dos sonhos” na economia, para resgatar a credibilidade diante dos investidores.

No entanto, embora tenha chegado ao poder prometendo duros ajustes fiscais e apontando a “herança” de um governo Dilma marcado pela “irresponsabilidade fiscal”, a primeira medida prática do governo interino de Michel Temer foi avalizar uma pauta-bomba do Congresso Nacional que amplia os gastos públicos em R$ 58 bilhões, com aumentos para várias categorias do funcionalismo.

O mais curioso é notar o silêncio complacente da mídia familiar, agora convertida ao oficialismo, com o aval do governo Temer aos aumentos dos servidores.

Diante do aumento dos gastos, a missão do ministro Henrique Meirelles, de resgatar a “credibilidade”, se tornou ainda mais delicada, mas, agora, ficou mais simples entender por que Temer aprovou uma meta de déficit fiscal de R$ 170 bilhões e adiou reformas estruturais, como a da Previdência.

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