Obama diz que acordo nuclear com Irã é melhor forma de evitar guerra no Oriente

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 WASHINGTON (Reuters) 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu nesta quarta-feira que o acordo nuclear alcançado com o Irã é a melhor maneira de evitar uma corrida armamentista nuclear e mais guerras no Oriente Médio, numa tentativa de convencer descrentes parlamentares norte-americanos e o povo do país.

Obama apresentou seus argumentos durante uma entrevista coletiva televisionada, respondendo a críticos nos EUA e no exterior, após o Irã e seis potências mundiais terem selado um acordo em Vienna, na terça-feira, para restringir o programa nuclear iraniano em troca de um alívio nas sanções.

“Sem um acordo”, disse Obama, “não haveria limites para o programa nuclear iraniano e o Irã poderia ficar perto de uma bomba nuclear… sem um acordo, arriscaríamos ainda mais guerras no Oriente Médio.”

Obama afirmou que se os EUA não aproveitassem a oportunidade para fazer um acordo, “futuras gerações irão nos julgar com dureza.”

O acordo é um triunfo político para Obama, que fez do diálogo com inimigos dos EUA um marco em sua Presidência, mas também é visto como sua maior aposta de política externa desde que assumiu o cargo em 2009.

Ele agora está liderando um intenso esforço da Casa Branca para conter críticos republicanos no Congresso e tranquilizar receosos aliados, como Israel e Arábia Saudita.

Críticos dizem que o acordo contém falhas, especialmente nos procedimentos de inspeção que o Irã pode explorar, além de fornecer a Teerã um fluxo de ativos desbloqueados para que o país possa financiar conflitos sectários que vão de Síria e Iraque até o Iêmen.

Obama ressaltou um mecanismo previsto no acordo para restaurar sanções caso o Irã não cumpra com sua parte, dizendo que isso faria com que o país enfrentasse reais consequências por não manter seus compromissos nucleares.

O líder norte-americano ressaltou a existência de um risco de mais conflitos no Oriente Médio sem um acordo, e que outros países na região se sentiriam compelidos a buscar seus próprios programas nucleares “na região mais volátil do mundo”.

 

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