STTP nega indústria de multas e destaca campanhas educativas em Campina

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A arrecadação da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) está caindo a cada ano, não tendo o menor o sentido a crítica de que a autarquia seria uma verdadeira “indústria de multas”, penalizando injustamente os motoristas de Campina Grande. Foi o que garantiu o superintendente José Marques, ao rebater algumas criticas publicadas na Imprensa que ventilaram a possibilidade de se registrar este tipo de irregularidade nas ações de gerenciamento e fiscalização do trânsito na cidade.

Segundo ele, a arrecadação de multas a partir de 2013 teve uma queda de aproximadamente 10%. Quando é averiguado o mesmo quadro comparativo entre 2013 e 2014 registrou-se também uma redução de pelo menos 15%. Com isso, a arrecadação da STTP foi muito abaixo do que estava previsto no próprio orçamento elaborado em 2013. Assim, a previsão com multas, que era de R$ 3 milhões 800 mil para aquele ano, não se concretizou. Na verdade, a arrecadação real aferida em 2014 foi bem abaixo, sendo de R$ 3 milhões 69 mil.

“Se no ano de 2012, anterior ao de Romero Rodrigues, houve uma arrecadação superior a R$ 4 milhões. Em 2013, ela já caiu para R$ 3 milhões 670 mil e em 2014, com uma queda ainda maior, este número baixou para R$ 3 milhões 69 mil”, destacou José Marques, acrescentando que “a arrecadação cai porque não há indústria de multa e as pessoas se convencem de que precisam respeitar a lei de trânsito. Temos respeito ao cidadão, só multando quando o motorista não acata a legislação em vigor e põe em risco a vida dos seus semelhantes”.

Ainda com base em argumentos matemáticos, o superintendente admitiu que existem 90 agentes de trânsito trabalhando diariamente, em Campina Grande, mas garantiu que o número de notificações de cada um é bem inferior em relação às infrações efetivamente verificadas na cidade, pois, ao invés de multar, cada agente busca trabalhar com base no diálogo, priorizando a conscientização e a educação de trânsito.

“Prova desta conduta, é que se cada um dos nossos 90 agentes só constatasse apenas duas irregularidades por dia, teríamos, então, 180 multas diárias, sendo 5.400 por mês e 64.800 por ano. Em 2014, foram 40 mil multas, o que demonstra que os agentes multaram muito menos, bem abaixo do que seria razoável exigir deste tipo de profissional, que é conhecedor do Código de Trânsito Brasileiro e das suas regras de aplicação. Não se pode falar em indústria de multa diante de um fato matemático como este”, conclui José Marques.

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