Estudante rico tem que pagar passagem, diz secretário sobre tarifa zero

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 Os alunos ensino superior de instituições públicas como a USP e a Unifesp que tenham renda suficiente não terão acesso à tarifa zero criada pela Prefeitura de São Paulo para estudantes.

“O cara é rico? Tem que pagar a passagem. O cara tem dinheiro e não vai pagar passagem? Tem que pagar”, disse nesta quarta-feira (7) o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. “A tarifa zero é para quem precisa (…).O estudante de universidade pública, o corte lá de renda, a grande maioria, não sei se mudou o perfil, mas é um pessoal de alta renda. Tem que pagar.”

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Segundo o titular, a prefeitura estuda exigir dos estudantes de ensino superior que queiram o benefício uma declaração de que não têm condições de pagar a tarifa, mas pode inclusive exigir a declaração de renda familiar.

“Ele tem que fazer uma declaração de que não tem renda”, disse o secretário. “E nós podemos pedir a declaração de imposto de renda. Se ele mentiu, aí é crime.”

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A linha de corte ainda será definida, mas Tatto indicou como exemplo o valor de 1,5 salário mínimo, ou R$ 1.182 hoje. O valor exato, entretanto, ainda deverá ser definido pela Prefeitura.

A tarifa zero foi anunciada pela gestão Fernando Haddad (PT) em conjunto com o reajuste de 16,7% no preço das passagens de ônibus, de R$ 3 para R$ 3,50, que entrou em vigor na terça-feira (6).

O benefício valerá para estudantes de escolas públicas – a limitação pela renda existirá apenas para os de ensino superior – e de escolas privadas de baixa renda, como os são beneficiários do Fies, de financiamento estudantil, e do Prouni, de bolsas, por exemplo.

A prefeitura estima que 505 mil estudantes, sendo 360 mil da rede pública e 145 mil da rede particular de baixa renda, serão beneficiados pela medida, que já foi aprovada pela Câmara Municipal mas ainda depende de regulamentação.

O governo do Estado também deverá implementar tarifa zero no Metrô, na CPTM e nos ônibus da EMTU nós mesmos critérios que a prefeitura. A medida estadual ainda depende de aprovação da Assembleia Legislativa.

 

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