A Cruz Vermelha, Organização Social (OS) que administra o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL), em João Pessoa, confirmou na noite desta terça-feira (18) o término do contrato de prestação de serviço com a Cooperativa de Médicos Intensivistas da Paraíba (Coomit-PB). No entanto, a administração da OS negou que a interrupção irá prejudicar a assistência aos pacientes das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) daquela unidade hospitalar.
De acordo com o médico e diretor do HETSHL, Edvan Benevides, o cancelamento do contrato faz parte de um acordo estabelecido com o Ministério Público do Trabalho, que vem ocorrendo de forma gradual com todas as cooperativas médicas que prestam serviço ao Hospital de Trauma.
“Na verdade, o que está havendo é uma estratégia que a gente já vem executando há algum tempo. A Cruz Vermelha está, aos poucos, promovendo a rescisão contratual com as cooperativas médicas e convidando aos médicos a formalizar o vínculo de forma pessoal, de acordo com o que rege a CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas], conforme determina o Ministério Público do Trabalho”, explica.
Ainda de acordo com Edvan Benevides, o cancelamento contratual com a Commit-PB não prejudicará o atendimento aos pacientes. “O Trauma possui quatro UTIs e, dessas quatro, duas já possuem médicos com contratos seletivas com a Cruz Vermelha. O que vai haver é a mudança de vínculo dos médicos da cooperativa para o regime CLT. Estamos fazendo esse trabalho gradativamente para que não haja perda aos usuários”, complementou.
De acordo com a Coomit-PB, o contrato nº 027/2011, firmado com a Cruz Vermelha, havia sido renovado no início deste semestre, mas prevê rescisão normal por ambos contratantes, em qualquer tempo e sem justificativa.
