Obama tenta acalmar Israel sobre acordo com Irã

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 O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou neste domingo (24) para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para discutir o acordo nuclear internacional firmado com o Irã, informou a Casa Branca.

O acordo, contestado pelos israelenses, ameaça criar tensões entre EUA e Israel, aliados muito próximos.
“O presidente disse ao primeiro-ministro que quer que Estados Unidos e Israel comecem consultas imediatamente sobre nossos esforços para negociar uma solução global” para o programa nuclear iraniano, disse a imprensa Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.

O porta-voz acrescentou que a Casa Branca entende o ceticismo israelense quanto às intenções do Irã, e que Obama reafirma o compromisso dos EUA com Israel. Na conversa telefônica, os líderes falaram sobre o “objetivo compartilhado de prevenir que o Irã obtenha armas nucleares”.

Críticas de Israel

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo (24) que o acordo nuclear alcançado nesta madrugada entre o Irã e seis potências mundiais era um “erro histórico”. “O que foi alcançado na noite passada em Genebra não é um acordo histórico, é um erro histórico. Hoje o mundo se tornou um lugar muito mais perigoso porque o regime mais perigoso do mundo deu um passo significante para obter a arma mais mortal.”, disse Netanyahu, em discurso divulgado por agências antes da informação sobre a conversa com Obama.

Acordo

O Irã e as seis potências mundiais, que negociavam desde a última quarta-feira um acordo nuclear em Genebra, chegaram a um consenso sobre a redução do programa iraniano em troca de alívio nas sanções limitadas na madrugada deste domingo, informaram as delegações presentes.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, confirmou em seu perfil no Twitter a assinatura do pacto. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, aprovou o acordo entre seu país e EUA, França, Alemanha, Reino Unido, China e Rússia e disse que era a base para progressos futuros. “Sem dúvida a graça de Deus e as orações da nação iraniana foram um fator para o sucesso”, escreveu Khamenei em uma carta ao presidente Hassan Rouhani, publicada pela agência estatal Irna.

O presidente americano, Barack Obama, declarou que o acordo era um “importante primeiro passo” que interrompe o padrão da república islâmica em direção à bomba. “Há limitações substanciais que irão prevenir o Irã de construir armas nucleares”, disse o presidente logo após a chegada a um consenso.

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