Em assembleia realizada nesta quarta-feira (26), médicos decidiram promover, na próxima quarta-feira (3), um dia de mobilização nacional contra a contratação de médicos estrangeiros sem revalidação do diploma. Na reunião, realizada na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), a classe decidiu, ainda, intitular o ministro da Saúde Alexandre Padilha “persona non grata” entre as entidades.
As lideranças médicas anunciaram que vão concentrar esforços na aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 454/2009, que cria a carreira médica nos serviços públicos federal, estadual e municipal, semelhante à de juízes e promotores. Para eles, essa seria a solução para a falta de profissionais de saúde em áreas remotas e nas periferias.
“A medida evitaria a necessidade de importação de médicos sem aprovação do Revalida e, dessa forma, zelaria pela saúde da população”, informa o comunicado da AMB.
As entidades também apontam que, além da distribuição geográfica de médicos, o problema do atendimento se deve ao fato de que o SUS (Sistema Único de Saúde) enfrenta um grave caso de subfinanciamento e também de “distorções no processo de gestão”.
“É sempre bom lembrar que, além de médicos, uma assistência adequada aos moradores de áreas remotas só se dará quando a infraestrutura for completa, ou seja, com hospitais, postos de saúde, profissionais de outras áreas, como nutricionistas, cirurgiões-dentistas, fisioterapeutas, enfermeiros; acesso a medicamentos etc.”
Protesto na Av. Paulista
Em São Paulo, ficou definido que entidades da classe, acadêmicos de medicina e residentes médicos tomarão a Avenida Paulista no dia 3, a partir das 16 horas, para uma passeata de protesto.
O ponto de encontro será na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), de onde a passeata sairá rumo ao gabinete de representação da presidência da República, na Avenida Paulista, 2163.
Médicos e estudantes farão um panelaço simbolizando a necessidade de as autoridades constituídas “abrirem os ouvidos ao clamor dos brasileiros”.
