Afoxé Oxum Pandá é uma das atrações do Cortejo de Oxalá neste domingo, no Centro Histórico

(Foto: Jorge Farias)

O Centro Histórico da Paraíba será palco, no domingo, 8 de fevereiro, da 16ª edição do Cortejo de Oxalá, manifestação afrocultural do Ateliê Multicultural Elioenai Gomes que, há mais de 15 anos, desfila no bairro do Varadouro, reunindo ancestralidade, música e celebração coletiva.

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Com o tema “Vista-se de branco, traga seu instrumento e venha celebrar a paz”, o evento convida a população a participar de um grande encontro em defesa da cultura de paz, do respeito e da valorização das identidades originárias. Nesta edição, o cortejo presta homenagem a Tutu Carvalho, reconhecida por sua trajetória e contribuição à cultura negra popular.

Um dos grandes destaques da programação é a participação do Afoxé Oxum Pandá, de Pernambuco, referência na preservação e difusão das tradições afro-brasileiras. O grupo animará o Cortejo ao lado do Grupo Raízes, Tambores da Lua e do Grupo Afro Sesi Egbe, fortalecendo o intercâmbio cultural entre territórios, saberes e tradições ancestrais.

A concentração terá início a partir das 15h, na sede do ateliê, localizada na Rua da Areia, nº 155, e a saída do cortejo está marcada para as 19h, percorrendo as principais ruas do bairro do Varadouro. Aberto ao público, o Cortejo de Oxalá transforma o Centro Histórico em um espaço vivo de resistência cultural, celebração da diversidade e promoção da paz.

Integrante da Associação Folia de Rua, o Bloco Cortejo de Oxalá se consolida como um importante arranjo criativo, que resgata, fortalece e expande a memória afro-brasileira, promovendo encontros entre pessoas, sons e a presença ancestral no coração histórico da cidade de Parahyba.

Afoxé Oxum Pandá – Fundado em janeiro de 1995 pelo Babalorixá Genivaldo Barbosa Lemos e por Sandra Guerra, o Afoxé Oxum Pandá é uma das principais expressões da cultura afro-brasileira em Pernambuco, celebrando 30 anos de trajetória em 2025. O grupo tem sede no bairro do Barro, em Recife, e atua com destaque no Carnaval de Recife e Olinda, difundindo o ritmo Ijexá e reverenciando a orixá Oxum, patrona ligada à beleza, amor e fertilidade.

Reconhecido como o quarto afoxé mais antigo em atividade no estado, o grupo une religiosidade do candomblé com música e dança, exaltando tradições de matriz africana e promovendo visibilidade à cultura e religiosidade negra.
Originado da vivência de seu fundador no Afoxé Alafin Oyó, o Oxum Pandá surgiu com o propósito de espalhar saberes ancestrais e fortalecer a afirmação cultural do povo negro em Pernambuco.

Ao longo de sua trajetória, o grupo consolidou-se com uma produção musical significativa, lançando três discos: “Não há silêncio” (2000), “Brilho do sol” (2008) e “Deusa da beleza” (2018), além de EPs mais recentes como “Dignidade de Rainha” (2023) e “A Era de Ouro chegou” (2024).

Além de sua presença marcante no carnaval, o Oxum Pandá já realizou mais de 200 apresentações ao longo dos anos, incluindo espetáculos como o comemorativo de 30 anos no Teatro do Parque em 2025, que revisitou sua trajetória musical e de resistência cultural. O grupo segue ativo e é uma voz forte na defesa e promoção da cultura afro-brasileira, celebrando ancestralidade, identidade e resistência por meio da música, dança e fé.

O grupo, que nasceu em setembro de 2009 em um Ateliê Multicultural no centro de João Pessoa, tem Elioenai Gomes como fundador. O projeto tem como objetivo o fortalecimento da cultura popular paraibana. Elioenai Gomes é um artista plástico que iniciou sua trajetória na produção de um espetáculo de dança chamado Ki-tempo, construído a partir dos mitos do Orixá Xangô. O espetáculo foi premiado como revelação no primeiro festival do Theatro Santa Roza.

Grupo Raízes- é um grupo de ritmos e danças afro-indígenas cujo principal objetivo é transparecer a cultura e a origem em forma de arte, com manifestações como o coco, a ciranda, o maracatu, o samba de roda, o ijexá, o perré, o maculelê, entre outras linguagens artísticas. O grupo expressa essas tradições por meio da dança, do canto, da religiosidade, do teatro, das artes plásticas, da fotografia, da musicalidade e da poesia. Dessa forma, o grupo contribui para a preservação da cultura paraibana, garantindo que ela se mantenha viva para as novas gerações. Os diferentes modos de expressão artística possibilitam mostrar as diversidades que tornam cada manifestação rica e bela. A construção do trabalho envolve parcerias com outros grupos paraibanos e nordestinos. O Grupo Raízes Parahyba vem consolidando seu espaço e sua contribuição histórica no cenário cultural da Paraíba e do Nordeste.

Tambores da Lua- dedica-se à difusão da arte e da cultura popular, realizando oficinas de percussão e expressão, com atividades na UFPB (Capela Ecumênica). Os encontros são abertos e acontecem às segundas-feiras, às 20h, desde 2005. O grupo foca na vivência comunitária por meio dos ritmos do tambor, com ensaios abertos e ênfase na conexão musical. Atua há anos no ensino e na prática de tambores, com forte apelo à expressão artística coletiva.

O Afro Sesi Egbe, é um grupo cultural afro brasileiro, fundado em 25 de dezembro de 2023. Nasceu no Alto do Mateus, na Casa de Xangô Oba Onin, pertencente à Nação Moçambique e liderada pelo Babalorixá Pai César, filho de santo de Pai Teddy de oya e neto de Pai Gilberto, Babalorixá do Palácio Xangô Alafin e Rei do Candomblé da Paraíba. Surgiu com a missão de preservar e difundir a cultura afro brasileira, ensinando arte, da música e dança para pessoas de todas as idades, etnias e identidades. Transita entre o sagrado e o profano, o candomblé e a jurema sagrada, o samba e o axé. Está sempre aberto a levar a sua arte para todos os lugares e pronto para receber todas as pessoas que queiram conhecer e aprender a cultura que une o Brasil à África. A.S.É

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